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"Como já referi, Neto de Moura é machista e misógino. Não é o único"

Isabel Moreira reagiu através das redes sociais às notícias de que o juiz Neto de Moura quer processar figuras públicas que tenham, no seu entender, atentado contra o seu nome. A deputada socialista vinca que quem fala “em nome do Estado de Direito” deve também “uma vinculação estreita aos valores da República”.

"Como já referi, Neto de Moura é machista e misógino. Não é o único"

Isabel Moreira reiterou as suas críticas ao juiz desembargador Joaquim Neto de Moura pouco depois de ter sido noticiado, pelo jornal Expresso, que o magistrado tem intenção de processar todos aqueles que utilizaram plataformas públicas para o apelidar de machista, misógino ou para afirmar que não deveria continuar a exercer a sua profissão.

"Antes que adormeça: como já referi em artigos que escrevi e na televisão, o juiz Neto de Moura é machista e misógino e não devia ser juiz. Não é o único. A sociedade é assim e ele não nasceu em Marte", afirmou a deputada socialista, reiterando críticas que já antes lhe dirigira em espaços de opinião.

Isabel Moreira continua, escrevendo que "de quem fala em nome do Estado de Direito" se espera "uma vinculação estreita aos valores da República" na decisão sobre a vida das pessoas.

"Sim, refiro-me à igualdade de género e à laicidade do Estado", termina, aludindo aos dois acórdãos que mereceram duras críticas àquele magistrado da Relação do Porto: um em que menorizava gravidade de crimes de rapto e agressão em contexto de violência doméstica com o adultério da mulher, citando a Bíblia, e outro em que aliviou a condenação a um homem que perfurou o tímpano da mulher ao soco, ameaçando-a a ela e ao filho de morte, por não estar "fundamentada".

De acordo com o semanário, o advogado do juiz, Ricardo Serrano Vieira, refere que o seu cliente aceita críticas mas que "estas pessoas ultrapassaram o que é aceitável no Estado de Direito", referindo-se a comentadores, jornalistas, políticos e até humoristas, que nas últimas semanas têm feito referências aos, já infames, acórdãos.

Entre os principais visados estão, por exemplo, Mariana Mortágua, que partilhou, através do Twitter, uma notícia sobre um dos acórdãos, onde escreveu que a "presença de Neto Moura nos tribunais portugueses é uma ameaça à segurança das mulheres"

Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira serão outros dois visados, tendo ambos os humoristas referido Neto de Moura nos seus espaços televisivos e de rádio, respetivamente.

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