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Justiça argentina ordena detenção da ex-Presidente Cristina Kirchner

A justiça argentina ordenou hoje o levantamento da imunidade e a detenção da ex-Presidente da Argentina e senadora Cristina Kirchner por alegada obstrução à investigação de um atentado contra uma associação mutualista israelita na década de 1990.

Justiça argentina ordena detenção da ex-Presidente Cristina Kirchner
Notícias ao Minuto

14:32 - 07/12/17 por Lusa

Mundo Argentina

A informação foi confirmada à agência noticiosa francesa France Presse (AFP) por uma fonte judicial.

A justiça argentina ordenou também a detenção do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Hector Timermann e de vários outros altos funcionários argentinos.

As ordens foram assinadas pelo juiz federal Carlos Bonadio.

A antiga Presidente Cristina Kirchner (2007-2015) é acusada de "traição" por ter alegadamente assinado um pacto com o Irão para encobrir altos funcionários iranianos, suspeitos de terem ordenado um atentado contra a sede da Associação Mutualista Israelita Argentina (Amia) em 1994.

O ataque perpetuado a 18 de julho de 1994 fez então 85 mortos e centenas de feridos.

Uma carga explosiva foi detonada num prédio onde estavam instaladas várias instituições judaicas, incluindo a associação mutualista Amia. O ataque nunca foi reivindicado e, após 23 anos, os contornos do atentado ainda não foram esclarecidos.

O atentado contra a Amia, que a comunidade judaica atribui ao Irão e ao movimento xiita libanês Hezbollah, foi o segundo ataque contra judeus na Argentina, depois de 29 pessoas terem perdido a vida em 1992 quando uma bomba explodiu em frente à embaixada de Israel em Buenos Aires. Os contornos do ataque de 1992 também continuam por esclarecer.

Eleita senadora em outubro último, Cristina Kirchner deverá assumir funções a 10 de dezembro.

Para que o mandado de detenção seja executado, será necessário um procedimento para levantar a imunidade parlamentar da ex-chefe de Estado argentina.

O levantamento da imunidade terá de ser aprovado por uma maioria de dois terços do Senado, que deve ser previamente convocado em sessão extraordinária pelo atual Presidente argentino, Mauricio Macri.

O pacto com o Irão foi concluído em 2012 (em plena Presidência Kirchner) e aprovado pelo parlamento argentino, com os votos contra da oposição.

O parlamento de Teerão nunca adotou o pacto e o documento nunca entrou em vigor.

Ouvida pelo juiz federal Carlos Bonadio em finais de outubro, Kirchner denunciou um "grande escândalo judicial".

"O objetivo desta perseguição é aterrorizar os membros da oposição", afirmou na altura a ex-chefe de Estado argentina.

Este processo por suspeita de obstrução às investigações do atentado de 1994 chegou a ser arquivado em 2014, mas seria reaberto no início de 2017.

O procurador responsável pelo dossiê, Gerardo Pollicita, justificou então a reabertura do processo, afirmando que um "plano criminoso tinha sido orquestrado e colocado em prática (...) para assegurar a impunidade" aos suspeitos iranianos.

Em 2015, o procurador Alberto Nisman, que denunciou Cristina Kirchner por alegado encobrimento do Irão, foi encontrado morto na sua casa em Buenos Aires.

Cristina Kirchner também está indiciada em vários casos de corrupção e de lavagem de dinheiro.

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