O chefe da agência de saúde da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus, frisou na rede social X que o ataque de terça-feira deixou o Hospital Europeu, em Khan Younis, "severamente danificado e inacessível".
"Já não está funcional", vincou, acrescentando que uma equipa da OMS retirou a equipa médica de emergência que estava no local durante o ataque.
O responsável da OMS disse que "o encerramento do hospital interrompeu serviços vitais, incluindo neurocirurgia, cuidados cardíacos e tratamento de cancro, que não estão disponíveis em mais nenhum lugar na Faixa de Gaza".
"Este encerramento também encerra o papel da unidade como centro de evacuações médicas, sobrecarregando ainda mais um sistema de saúde já sobrecarregado", acrescentou Tedros.
European #Gaza Hospital is no longer functional after an attack on 13 May left it severely damaged and inaccessible.
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) May 15, 2025
After being there yesterday. @WHO reached the hospital again today to relocate one international Emergency Medical Team—who continued working through the… pic.twitter.com/1gJm66QcUl
Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) também condenaram as consequências deste encerramento.
"Uma das últimas linhas de vida do sistema de saúde de Gaza foi destruída", realçou a organização não-governamental (ONG) no X, acrescentando que o Hospital Nasser era agora o único a funcionar em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
Segundo a MSF, os restantes hospitais no território, "a maioria dos quais parcialmente funcionais, estão constantemente sobrecarregados".
"Os repetidos ataques a instalações de saúde são mais um exemplo das medidas tomadas pelas autoridades israelitas para tornar a Faixa de Gaza inabitável", acrescentou a MSF.
Após uma trégua de dois meses, o exército israelita retomou a ofensiva militar na Faixa de Gaza em 18 de março com o objetivo declarado de forçar o Hamas a libertar todos os reféns ainda mantidos no enclave.
Desde 02 de março, Israel também bloqueou a entrada de toda a ajuda humanitária em Gaza, vital para os cerca de 2,4 milhões de habitantes do enclave.
Mais de 100 pessoas morreram hoje na sequência de bombardeamentos israelitas na sitiada Faixa de Gaza, indicou um novo balanço de trabalhadores humanitários palestinianos.
Segundo a Defesa Civil Palestiniana, uma organização de socorristas, 103 pessoas morreram desde a madrugada de hoje nos ataques das forças israelitas, que visaram em particular o norte e o sul do território.
Com este balanço, o número de vítimas mortais no enclave palestiniano supera as 53.000 desde o início da ofensiva israelita, em retaliação pelo ataque do movimento islamita palestiniano Hamas de 07 de outubro de 2023, que fez cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.
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