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Boris Johnson focado em garantir votos que aprovem acordo sábado

Depois de conseguir o apoio dos líderes da União Europeia (UE) ao novo acordo para o Brexit, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está numa corrida contra o tempo para garantir votos suficientes que aprovem o texto no sábado no parlamento.

Boris Johnson focado em garantir votos que aprovem acordo sábado
Notícias ao Minuto

15:45 - 18/10/19 por Lusa

Mundo Brexit

A operação de charme para convencer deputados está hoje em marcha, com Johnson a receber na residência oficial em Downing Street o influente Mark Francois, um dos líderes do grupo de conservadores eurocéticos do European Research Group (ERG) que contribuiu para o chumbo do acordo anterior, negociado pela ex-primeira-ministra Theresa May.

"Ainda tenho algumas preocupações sobre algumas das especificidades do acordo. Vou entrar agora e discuti-las pessoalmente com o primeiro-ministro. Ele foi gentil e concedeu-me um encontro. Vou decidir o que fazer quando tiver a oportunidade de fazer algumas perguntas ao primeiro ministro", declarou à estação de televisão Sky News.

Francois tinha dito anteriormente que a posição final teria em conta também a opinião do Partido Democrata Unionista (DUP), com quem se aliou no passado para bloquear o Acordo por causa da polémica solução para a Irlanda do Norte conhecida por 'backstop'.

O DUP já fez saber que vai votar contra o texto e está a tentar persuadir os eurocéticos a chumbarem o acordo revisto por considerarem que o alinhamento da província britânica com regras europeias e o modelo de consentimento político previsto não é satisfatório.

"Os deputados conservadores e unionistas devem defender a União [do Reino Unido] e juntar-se a nós na rejeição deste acordo. Barreiras comerciais internas e onerosas serão erguidas no Reino Unido sem o consentimento paralelo de unionistas e nacionalistas. Isto não é 'Brexit'", afirmou o deputado Sammy Wilson na rede social Twitter.

As divisões já começam a ser visíveis, tendo o deputado conservador eurocético Andrew Bridgen sido um dos primeiros a ceder e a declarar que vai votar a favor do acordo.

"Parece 'Brexit', cheira a 'Brexit', para mim é 'Brexit'. Estou disposto a engolir muito do que não gosto no Acordo de Saída para facilitar a conclusão do 'Brexit'", disse na quinta-feira à televisão Channel 4.

Para ganhar a votação na Câmara dos Comuns necessária para se avançar para a ratificação, o Governo precisa de 320 votos, mais do que os 287 deputados atualmente no grupo parlamentar do partido Conservador.

Boris Johnson mostrou-se "muito confiante" na quinta-feira de os deputados vão ficar convencidos a apoiar o acordo depois de o analisarem, apesar de a aritmética do parlamento britânico não lhe ter sido favorável até agora.

Ao ter incluído no governo Jacob Rees-Mogg (ministro dos Assuntos Parlamentares), Priti Patel (ministra do Interior) e Theresa Villiers (ministra do Ambiente), o primeiro-ministro passou a controlar alguns dos eurocéticos mais proeminentes e a reduzir o número dos chamados "espartanos" determinados a uma rutura clara com a UE.

A expulsão de 21 deputados conservadores na sequência do apoio a uma lei que impõe um adiamento para evitar um 'Brexit' sem acordo poderia ter feito ricochete, mas muitos, como Alistair Burt, Oliver Letwin e o neto de Winston Churchill, Nicholas Soames, estão disposta a votar favoravelmente.

"Boris agora tem uma oportunidade para unir a Câmara e o país. Tiro-lhe o chapéu", afirmou o agora independente Soames, citado pelo jornal The Times.

Perante a rejeição dos partidos da oposição, como os Liberais Democratas e os nacionalistas escoceses do SNP e galeses do Plaid Cymru, a chave do sucesso poderá estar no número de "rebeldes" do partido Trabalhista que contrariem a orientação do líder, Jeremy Corbyn, e votem a favor.

Na semana passada, 19, entre os quais Gloria de Piero, Gareth Snell, Caroline Flint e Stephen Kinnock, assinaram uma carta dirigida aos presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, urgindo a UE a negociar um acordo "para fechar este capítulo".

Segundo uma contagem feita pela revista Spectator, pelo menos seis deputados trabalhistas, incluindo John Mann, Sarah Champion e Kevin Barron, eleitos em regiões que votaram maioritariamente a favor do 'Brexit', indicaram que vão aprovar o acordo.

Ronnie Campbell, outro dos trabalhistas decididos a apoiar o governo, resumiu o dilema dele e dos colegas à rádio BBC 5 Live.

"Eles têm de pensar: Devo votar contra este acordo? Vai haver uma eleição nacional se eu votar contra este acordo? O que é que a meu círculo eleitoral vai pensar? Se houver uma eleição dentro de algumas semanas, eles vão ter problemas. Vamos fazer passar este acordo porque o povo britânico está farto", concluiu.

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