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Egito considera "inaceitável" preocupação da ONU com detidos e protestos

O Governo egípcio classificou hoje como "inaceitável" a posição da ONU, que expressou esta sexta-feira preocupação com as prisões feitas desde o início dos protestos, no fim de semana passado, contra o Presidente do país, Abdel Fattah el-Sisi.

Egito considera "inaceitável" preocupação da ONU com detidos e protestos
Notícias ao Minuto

12:27 - 28/09/19 por Lusa

Mundo ONU

Às declarações, na sexta-feira, da alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, que apelou a uma alteração "radical" da abordagem face às manifestações e à "libertação imediata" dos detidos, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Hafez, reagiu hoje afirmando que é "inaceitável uma entidade como a ONU emitir comunicados do género" e que a organização "deve considerar minuciosamente" as suas declarações.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos expressou assim a sua preocupação com a falta de garantias processuais nas mais de 2.000 prisões de manifestantes e instou as autoridades egípcias a "respeitar o direito à liberdade de expressão e a reunir-se pacificamente, em conformidade com normas e padrões internacionais".

"É baseado em informações que não são documentadas por si só, o que pode causar erros, porque as alegações na sua declaração [da ONU] são baseadas em suposições erradas", disse Hafez em comunicado, acrescentando que "julgar rapidamente reflete a falta de profissionalismo".

As primeiras manifestações, em 20 de setembro, surpreenderam um país onde todas as oposições foram severamente reprimidas após o afastamento, em 2013, do Presidente islamita Mohamed Morsi, derrubado num golpe promovido por Abdel Fattah el-Sisi, então o chefe das Forças Armadas.

No início de setembro, uma série de vídeos no Facebook divulgados pelo empresário Mohamed Ali, originaram manifestações de centenas de pessoas, em 20 e 21 de setembro, exigindo a demissão do presidente, antes de serem dispersos com gás lacrimogéneo.

Nos vídeos, partilhados na internet, Mohamed Ali acusou El-Sisi de corrupção, que desmentiu, e apelou a manifestações.

VP (PCR) // JH

Lusa/Fim

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