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Responsável da HRW expulso da Argélia após ter estado retido dez dias

As autoridades argelinas expulsaram na segunda-feira, sem apresentar razões, um responsável da Human Rights Watch (HRW) detido à margem de uma manifestação contra o regime, depois de o terem retido 10 dias, anunciou hoje a ONG.

Responsável da HRW expulso da Argélia após ter estado retido dez dias

Diretor da Comunicação para a região do Médio Oriente e Norte de África daquela organização de defesa dos direitos humanos, Ahmed Benchemsi, cidadão marroquino e norte-americano, "estava em Argel para fazer o seu trabalho, observando a situação dos direitos humanos", indicou o diretor da HRW, Kenneth Roth, num comunicado recebido hoje pela agência France Presse.

"A sua detenção arbitrária e o tratamento abusivo de que foi alvo enviam a mensagem de que as autoridades não querem que o mundo esteja ao corrente das manifestações em massa por mais democracia na Argélia", adiantou.

A HRW explica não ter divulgado antes o caso de Benchemsi, na esperança de facilitar a resolução da situação.

Detido a 9 de agosto, quando "observava" a 25.ª grande manifestação semanal de sexta-feira no centro de Argel, Ahmed Benchemsi esteve detido 10 horas sem ser "autorizado a contactar ninguém", segundo a ONG.

A polícia "confiscou o seu telefone e computadores portáteis" e "exigiu que desse as palavras-passe (...) o que ele recusou", também ficou com os passaportes, precisou a organização, adiantando que as coisas só lhe foram devolvidas no aeroporto, quando foi expulso.

O ativista nunca foi presente a um procurador e foi conduzido na segunda-feira a um avião com destino a Casablanca (Marrocos) sem que em algum momento tenha sido notificado pelas autoridades argelinas das "acusações contra ele" ou das bases legais para o tratamento de que foi alvo, assinala a HRW.

No final de março, as autoridades argelinas detiveram e depois expulsaram um enviado especial tunisino da agência de notícias Reuters que fazia a cobertura do movimento de contestação ao regime que agita a Argélia desde 22 de fevereiro. A 9 de abril expulsaram o diretor da AFP em Argel, após recusarem renovar a sua acreditação.

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