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Simpatizantes de Maduro e de Guaidó preparam-se para medir forças

Apoiantes do Presidente Nicolás Maduro e do líder opositor Juan Guaidó preparam-se hoje para medir forças nas ruas de Caracas, no que prometem ser grandes manifestações por enquanto ainda sem expressão numérica visível.

Simpatizantes de Maduro e de Guaidó preparam-se para medir forças

O chavismo convocou os seus simpatizantes para se concentrarem-se na Ponte Longaray (el Valle, a sudoeste de Caracas), para condenar as "tentativas de golpe" da oposição e dirigirem-se depois até ao palácio presidencial de Miraflores, para defender o Governo do Presidente Nicolás Maduro e a revolução.

"A revolução está a ser atacada, cada vez mais. Temos que defender a revolução dos ataques da direita venezuelana e internacional que quer voltar ao poder para entregar as riquezas do país ao império e a potências estrangeiras", explicou uma manifestante à agência Lusa.

Aída Rebello, 65 anos, diz estar disposta a tudo para defender o regime e justifica que "graças à revolução" hoje recebe uma pensão mensal, vários bónus e "os Clap" (caixas de alimentos a preços subsidiados). Admite que economicamente a situação está difícil mas responsabiliza a oposição pela crise.

As manifestações de hoje têm lugar depois de na madrugada de terça-feira um grupo de militares terem declarado apoio ao autoproclamado Presidente interino da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, que apelou à população para sair à rua para a "operação liberdade", que visa resgatar a Presidência das mãos de Nicolás Maduro.

Do lado a oposição, foram referenciados 15 pontos distintos da capital para concentração e com o propósito de exigir que Nicolás Maduro deixe o poder, seja formado um governo de transição e convocadas eleições presidenciais livres.

A simbólica Praça de Altamira é um dos 15 pontos de concentração da oposição que relembra que foi lá que em 2002, um grupo de militares se declararam em desobediência ao então Presidente Hugo Chávez.

A oposição pretende manter a população nas ruas, em protesto pela crise que se regista no país e se "houver consenso" avançar até ao palácio presidencial de Miraflores, uma opção que alguns opositores dizem poderá não ser prudente no dia de hoje.

As concentrações opositoras terão lugar ainda em várias cidades e Estados do interior da Venezuela.

Pelo menos 119 pessoas foram detidas na Venezuela, desde terça-feira, segundo dados da organização não-governamental Foro Penal Venezuelano.

Os dados dão conta que 11 dos detidos são adolescentes e que as detenções tiveram lugar em Arágua (nove), Bolívar (três), Carabobo (10), Caracas (quatro), Lara (cinco), Mérida (oito), Miranda (um), Monágas (cinco), Táchira (cinco), Trujillo (um) e Zúlia (68).

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, desencadeou terça-feira de madrugada um ato de força contra o regime de Nicolás Maduro em que envolveu militares e para o qual apelou à adesão popular.

O regime ripostou considerando que estava em curso uma tentativa de golpe de Estado. Não houve, durante o dia, progressos na situação, que continua dominada pelo regime.

Apesar de Guaidó ter afirmado ao longo do dia que tinha os militares do seu lado, nenhuma unidade militar aderiu à iniciativa nem se confirmou qualquer deserção de altas patentes militares fiéis a Nicolas Maduro.

Entretanto, o opositor venezuelano Leopoldo López e a sua família estão na Embaixada do Chile em Caracas, onde, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros chileno, entraram como "convidados".

Leopoldo López, que cumpria uma pena de cerca de 14 anos em regime de prisão domiciliária, foi libertado terça-feira e surgiu junto do autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó

Alguns utilizadores indicaram, ao longo de terça-feira, que perderam o acesso a redes sociais (como o Twitter, o YouTube ou o Facebook), enquanto as comunicações telefónicas estiveram muitas vezes interrompidas.

Face à situação que se vive na Venezuela, o Governo português já indicou que não havia registo de problemas com a comunidade portuguesa.

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