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Mais um motivo para evitar as urgências do hospital... Saiba qual

Visitar as urgências de um hospital aumenta a probabilidade de ser mal diagnosticado, garante um novo estudo publicado no Emergency Medicine Journal.

Mais um motivo para evitar as urgências do hospital... Saiba qual
Notícias ao Minuto

22:00 - 11/03/18 por Liliana Lopes Monteiro  

Lifestyle Estudo

A falta de privacidade e de confidencialidade são as grandes fontes de preocupação para os investigadores norte-americanos, que concluiram que os pacientes relutantes em divulgar informações pessoais sensíveis sobre a sua saúde, à frente de outras pessoas numa sala apinhada ou num corredor com estranhos no hospital, poderão estar a comprometer a sua saúde por vergonha.

Os investigadores entrevistaram 440 médicos que trabalham em urgências hospitalares, para perceberem como a falta de privacidade afeta os cuidados prestados.

"Estes encontros 'públicos' afetam a exatidão do diagnóstico, mas também a deteção por parte dos profissionais de saúde de situações de risco, como violência doméstica, tráfico humano, tendências suicidas ou abuso de substâncias ilícitas", aponta o coordenador do estudo Hanni Stoklosa, médico e professor na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Ao todo nove em dez médicos aquiesceu examinar os pacientes mais rápido quando outra pessoa se encontrava presente, e mais de metade dos médicos admitiu realizar os exames médicos, também de forma diferente e até mais apressadamente.

Mais de três quartos dos médicos entrevistados afirmaram que, pelo menos às vezes, encurtavam o questionário feito ao paciente sobre o seu historial médico, quando estes indivíduos estavam a ser tratados em macas nos corredores.

Apenas 26 por cento dos clínicos garantiram que esses questionários ‘abreviados’ não tinham resultado, pelo menos uma vez, num diagnóstico incorreto ou os tinham impedido de identificar outras situações de risco – como pensamentos suicidas ou algum tipo de abuso físico. Enquanto, que 54 por cento dos inquiridos disse encurtar um exame por falta de privacidade também não tinha resultado numa falha no diagnóstico ou na não identificação de alguma situação de risco.

Todavia, mais de um terço dos especialistas admitiu não ter detetado casos de violência doméstica nessas circunstâncias, e 12 por cento declarou ter ignorado inadvertidamente situações de abuso de menores.

Mais ainda, 47 por cento dos médicos considerou que um historial médico incompleto estava diretamente relacionado com falhas na deteção de casos de abuso de drogas.

"As condições não são ideais nos hospitais, mas os pacientes têm sempre o direito de pedirem privacidade para falarem com o seu médico. Podem não conseguir ser internados num quarto privado, mas os profissionais das urgências têm o dever de facilitarem essa interação, seja por providenciarem um espaço isolado onde ambos possam falar durante alguns minutos ou pedindo a outras pessoas que saiam temporariamente daquele espaço", alerta Hanni Stoklosa.

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