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BdP pede a bancos "políticas cautelosas" face a riscos para estabilidade

Os bancos portugueses têm de ter "políticas cautelosas", desde logo na distribuição de dividendos, face à incerteza sobre a evolução da economia, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira, hoje divulgado.

BdP pede a bancos "políticas cautelosas" face a riscos para estabilidade
Notícias ao Minuto

14:28 - 04/12/19 por Lusa

Economia Bancos

Segundo o Banco de Portugal, o sistema bancário português tem prosseguido melhorias, caso de reforço dos rácios de capital, redução de ativos tóxicos (como crédito malparado, sobretudo por "via de abates ao ativo") e do custo com provisões e imparidades e aumentos de eficiência.

Contudo, alerta, face a vários riscos, como abrandamento da economia a nível mundial, perturbações geopolíticas (como tensões comerciais entre Estados Unidos e China e 'Brexit') e sobrevalorização de ativos financeiros e reais (como mercado imobiliário), os bancos devem ter "políticas cautelosas", não se expondo a riscos que depois se podem tornar difíceis de gerir em caso de choques.

"As instituições de crédito, em particular, devem prosseguir políticas cautelosas, seja ao nível do controlo do risco das suas exposições, seja no que se refere ao reforço da sua capacidade para absorver a eventual concretização dos riscos elencados neste relatório, com implicações na política de distribuição de dividendos", refere o Banco de Portugal.

O supervisor bancário detalha os vários fatores que podem significar riscos para os bancos, como a concessão de crédito. Perante as baixas taxas de juro, e logo um preço desfavorável que torna difícil sustentar a margem financeira, o Banco de Portugal considera que os bancos podem tender a dar mais crédito para obter "um efeito quantidade compensador", o que diz pode ser positivo na rentabilidade no curto prazo mas cria riscos a mais longo prazo.

"O Banco de Portugal continuará a acompanhar os desenvolvimentos no mercado de crédito, avaliando, como fator potenciador de vulnerabilidade, nomeadamente no crédito ao consumo, o aumento continuado das maturidades no crédito automóvel e crédito pessoal", lê-se no documento.

O Banco de Portugal considera também que a pressão dos bancos para a obtenção de rentabilidade se faz refletir na composição das carteiras dos fundos de investimento, com "aumento da exposição a ativos com menor liquidez e a algumas geografias onde é possível obter rendibilidades ainda positivas, a par de uma maior similaridade nas estratégias de investimento", considerando que isto pode potenciar "a propagação de choques entre diferentes segmentos de mercado e entre diferentes economias a nível mundial".

É destacada a exposição dos bancos ao mercado imobiliário e à dívida pública, em particular do país em que operam (neste caso de Portugal), pedindo o banco central aos bancos que tenham almofadas de capital adequadas para acomodar eventuais riscos.

Outro risco prende-se com a evolução tecnológica, defendendo o Banco de Portugal que "os bancos devem ajustar os seus modelos de negócio", designadamente para a digitalização, "de forma a manterem-se tecnologicamente eficientes e competitivos", até para poderem concorrer com novos operadores como as 'bigtechs'(grandes empresas tecnológicas, como Amazon, Facebook, Google ou Apple que também prestam serviços financeiros).

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