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Tricampeão Cary quer mais: "Procuramos a UEFA Futsal Champions League"

Pedro Cary inicia a nova temporada com a mesma ambição de sempre. O jogador do Sporting não esquece os momentos vividos na seleção nacional, após a conquista do campeonato europeu, e acredita que o futsal é uma modalidade em crescendo no nosso país.

Tricampeão Cary quer mais: "Procuramos a UEFA Futsal Champions League"
Notícias ao Minuto

07:40 - 15/09/18 por Francisco Amaral Santos 

Desporto Entrevista

Pedro Cary é o rosto da ambição do Sporting para a nova temporada. Depois de terem 'esmagado' o Fabril na Supertaça, os leões iniciam a nova caminhada no campeonato já no domingo, diante do Belenenses. 

Em entrevista ao Desporto ao Minuto, o ala português de 34 anos recorda os momentos vividos na temporada passada, com uma final a cinco jogos com o rival Benfica, a conquista do Campeonato Europeu com a seleção nacional e ainda traça os objetivos para um novo ano. 

A loja da New Balance, em Lisboa, foi o local escolhido para o encontro com Pedro Cary, que durou pouco mais de 20 minutos mas que nem por isso deixou de ser rico em conteúdo. 

O ponto de partida, e tal como aconteceu com Bruno Coelho, foi o lançamento por parte da New Balance das Audazo 2.0 Pro, inspiradas pelo título europeu conquistado diante da rival Espanha. 

O título europeu foi conquistado em fevereiro, mas continua a inspirar este tipo de iniciativas. O que significa isto para vocês?

"A New Balance, do ponto de vista do futsal, entrou há relativamente pouco tempo, tendo como base as outras entidades que promovem o bem-estar do atleta, e provou ser uma marca forte no panorama em Portugal. E claro, tem que existir esta parceria com os atletas que tem a responsabilidade de serem eles a cara das grandes marcas. Como é óbvio, este tipo de intervenção faz com que a modalidade e o futsal sejam melhor vistos dentro e fora de campo."

Também é importante para os atletas sentirem que as marcas apostam noutras modalidades para além do futebol?

"Sim, é importante. Nós sabemos sempre que o futebol embarca mais o mediatismo financeiro, e é isso que promove as marcas. As marcas vivem da rentabilidade. Mas o que é outro facto é que existem outras modalidades que não são tão visíveis e que não dão tanto a nível financeiro, mas que embarcam outro tipo de pessoas. Por isso, acho que é fundamental as marcas virarem-se para outras modalidades vencedoras como é o futsal."

Quão importante é o calçado para um jogador de futsal?

"Obviamente, os pés são a nossa ferramenta de trabalho. Temos conversas frequentes e ainda há pouco tempo falei sobre a evolução dos ténis da New Balance. Os ténis de hoje são o mais completo de sempre. Confortável, resistente e que se molda muito bem ao pé. Ou seja, não é necessário estar duas semanas a treinar para jogar com eles. A evolução da New Balance no futsal tem sido fantástica. Hoje, estes que nós temos, são os melhores."

A conquista do Europeu mudou a mentalidade dos portugueses? Há uma diferença no futsal entre antes de fevereiro e depois de fevereiro?

"Sim, sentimos isso. Só para termos uma ideia, e não é que seja igual, mas recordo-me quando foi a altura dos lobos do rugby de Portugal. Parece-me que nesse caso, a afluência não foi muito grande no pós ida ao Mundial. Nós, futsal, temos que fazer aquilo que depende de nós. E o que é isso? As pessoas verem mais futsal e nós temos a responsabilidade acrescida para que elas também gostem. Nós somos os principais promotores, não só da conquista do Europeu, para que o futsal seja um desporto mais praticado e um espetáculo melhor."

O futsal é agora mais valorizado pelos portugueses?

"É muito mais valorizado. A conquista do Europeu ajudou, ajudou muito. Tivemos um país inteiro a ver. A modalidade esteve no seu top de visualizações e de carinho. Foi isso que se notou quando nós chegámos cá. Ainda hoje somos vistos como os grandes atletas da maior conquista do futsal em Portugal."

Notícias ao MinutoPedro Cary mostrou-se sempre bem disposto durante a entrevista que se realizou na loja da New Balance em Lisboa, localizada na Rua do Carmo. © Notícias ao Minuto

Quando falei com o Bruno Coelho, ele disse que estava a espera de uma boa receção no aeroporto, mas não aquela ‘avalanche’. Sentiu o mesmo?

"Sim, não estávamos à espera… Mas eu vou recuar. À medida que nós íamos avançando, o apoio foi crescendo. E na altura, o nosso departamento de comunicação foi-nos enviando mails sobre o que é que a comunicação social em Portugal estava a dar ênfase às nossas vitórias. Foi gradual e terminou com aquela receção que ainda hoje arrepia e que acho que vai perdurar para sempre nas nossas carreiras."

Já se falou muito sobre esta conquista, mas é fácil explicar tudo aquilo que passou nas vossas cabeças naquele momento? O antes, o pós, o durante…

"É interessante que, quando tu não ganhas nada grande, sentes sempre que é quase impossível. Esse acreditar partiu sempre da FPF, nomeadamente da equipa técnica liderada pelo Jorge Braz que fez questão de irmos disputar o último estágio à Eslóvenia antes do Europeu. Desde logo houve uma preocupação grande, parecia que estavam a adivinhar que algo grande iria acontecer. Eu não sei se o Bruno [Coelho] te falou de uma mensagem que enviou ao Jorge Braz… Ele acreditava piamente que nós íamos ganhar o Europeu e nós dizíamos: 'Tu és maluco!'. Lá está, quando não ganhas, sentimos que estamos longe. Mas eles foram os primeiros a acreditar que não estava assim tão distante. Portugal estava muito equilibrado e nem nós sentíamos que estávamos tão bem."

No meio disto tudo, qual tem sido o papel da Federação Portuguesa de Futebol? 

"O papel da FPF tem sido o de valorizar o atleta português, acho que isso é o fundamental. Enquanto não tivermos essa noção, acho que vamos pelo caminho errado. O atleta português já deu provas da sua qualidade e temos de nos centrar naquilo que é a formação do atleta português. A FPF tem dado as condições para que esses atletas possam evoluir, não só na modalidade, mas na nutrição, no apoio psicológico, coisas que são importantes nestas fases finais. A FPF tem feito um trabalho incrível, também fruto da conquista do futebol. Nós somos um pouco dependentes do futebol. Queremos o nosso espaço, mas sabemos que estamos dependentes de algo que é maior, que é o desporto rei: o futebol. O fusal, o facto de estar inserido na FPF, ajuda ao nosso desenvolvimento. Com as outras modalidades não é assim e por isso não têm as mesmas condições."

A nível nacional. O Sporting tem agora uma nova casa: o Pavilhão João Rocha. Sente que estão agora mais adeptos a apoiar-vos?

"Sinto que há mais adeptos porque o Sporting andava sempre de casa em casa. Jogávamos em Odivelas, em Loures… Agora temos a nossa casa, o nosso pavilhão que é fruto de muito trabalho. Tenho de dar os parabéns ao Sporting por ter conseguido, ao fim de tantos anos, transformar um sonho em realidade.  As pessoas têm correspondido em massa, mas nós queremos mais. Acho que é preciso que os sócios e os adeptos tenham a noção de que só com o Pavilhão cheio é que faz sentido. O espetáculo do futsal não é só o que se passa dentro de campo. É tudo, é o ambiente das bancadas, é o mediatismo… Não é só ir ver um jogo. Temos de criar outro tipo de atividades que nos possam associar a uma tarde com prazer. Temos de ter outro tipo de atividades que possam chamar ainda mais gente para ver os jogos."

E como é que foi vivida aquela final da temporada passada, disputada com o Benfica a cinco jogos? 

"Eu não quero estar a ser injusto com as outras finais que já foram jogadas, mas acho que foi das melhores finais de sempre. Equilibradas são sempre. Por tudo o que implica, neste momento, o duelo entre Sporting e Benfica vai ser sempre equilibrado. São duas equipas de topo nacional, são duas equipas de topo no panorama mundial do futsal e temos a noção disso. A qualidade dos portugueses, muito deles campeões europeus, e a qualidade dos jogadores estrangeiros, fazem com que haja uma obrigatoriedade destes dois clubes em estar no máximo das suas capacidades ao nível da competição maior da Europa: UEFA Futsal Champions League. Por isso, tudo o que implicar estes dois grandes clubes vai ser equilibrado e decidido ao pormenor."

Acabaram por vencer o título no Pavilhão João Rocha. É já um amuleto para as modalidades leoninas?

"Foi um ano muito bom, para não dizer o melhor de sempre para estas quatro modalidades. Ainda há pouco tempo falava sobre a pressão que recaiu sobre o futsal do Sporting por podermos ser a única equipa a não vencer no João Rocha. As outras equipas já tinham ganho, faltava o futsal. Podíamos cair ali numa não glória, mas felizmente fomos mais competentes e conseguimos o título nacional."

E esta época também começou em grande. O Sporting conquistou a Supertaça com um resultado categórico... 

"Sim, em circunstâncias diferentes. Talvez não fosse o jogo que todos queriam, mas o Fabril teve todo o mérito em lá chegar. Temos de valorizar o Fabril e o Sporting pelo máximo respeito que teve pelo adversário."

Notícias ao MinutoPedro Cary já levantou um troféu esta temporada. Aqui, o ala português aparece ao lado de João Matos, o primeiro capitão do Sporting.© Global Imagens

Quais os objetivos para esta nova temporada? 

"Fazer melhor do que fizemos na temporada passada não é fácil… Em seis finais, fomos a quatro e perdemos duas: A Champions e a Taça da Liga. Os objetivos são sempre os mesmos, é a conquista do maior número de títulos para engrandecer o nosso clube e o nosso museu. Não vai ser fácil porque houve uma alteração significativa dos jogadores no nosso clube, mas isso não nos retira a responsabilidade. Além disso, do outro lado talvez esteja o nosso maior rival,  que está em crescendo e que está a fazer um trabalho fantástico. Vai ser um campeonato longo, com alguns troféus pelo meio, mas sabemos que não será fácil. A UEFA Futsal Champions League ainda é o troféu que procuramos e vamos continuar a procurar. Acreditamos que temos qualidade suficiente para chegarmos à final-four e aí tentar conquistar um troféu que o Sporting procura já há alguns anos."

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