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Novo filme sobre Churchill traz o Brexit para centro do debate

A embaixadora britânica em Portugal disse hoje que apesar do Brexit, o Reino Unido vai continuar a ser um aliado da Europa e recordou que o antigo primeiro-ministro Winston Churchill defendia modelos de união para o continente.

Novo filme sobre Churchill traz o Brexit para centro do debate
Notícias ao Minuto

19:30 - 11/01/18 por Lusa

Cultura Kirsty Hayes

"Churchill falava com frequência sobre os Estados Unidos da Europa e sobre uma união da Europa, assim como via o Reino Unido, inevitavelmente, como uma potência europeia", disse Kirsty Hayes durante um debate após a antestreia do filme "A Hora Mais Negra", sobre Winston Churchill, em Lisboa e em que participaram alunos de Ciência Política do ISCTE.

O filme do realizador Joe Wright com argumento de Anthony McCarteen trata dos momentos que marcaram o Reino Unido em 1940: entre o afastamento de Neville Chamberlain de Downing Street, o confronto político com Halifax e a tomada de posse de Churchill como chefe do governo (10 de maio) até ao início da retirada das Forças Expedicionárias Britânicas de Dunquerque no dia 04 de junho durante a invasão da França pelo exército nazi.

"Em termos históricos o Brexit não é 'tão grande' como os acontecimentos do filme. Mas, a mensagem do filme é uma mensagem de esperança e de que mesmo nas 'horas mais negras' é possível continuar em frente e lutar pelo futuro. No caso do Brexit, a União Europeia não é um inimigo, é um aliado", disse a embaixadora sublinhando que não se podem comparar os dois momentos.

"Não vou colocar a figura de Churchill em 1940 ao lado da saída do Reino Unido da UE -- seria arriscado para uma diplomata -- mas para responder a essa pergunta 'retórica' não acho que tenhamos abandonado a Europa. Embora muitos compatriotas meus gostassem de levar a nossa ilha para perto da costa leste dos Estados Unidos, o Reino Unido sempre foi uma potência europeia e sempre será", afirmou.

Kirsty Hayes disse também que o Reino Unido ajudou "a construir a velha história da Europa" e vai continuar a "escrever o futuro" do continente.

"Ajudámos aqueles que quiseram fugir da tirania e da perseguição e nas 'horas mais negras' da história da Europa, Churchill ajudou-nos a manter acesa a chama da liberdade", recordou.

Num debate sobre Winston Churchill que começou e terminou com o Brexit, a embaixadora disse também que o Reino Unido olhou "sempre para lá da Europa" e referiu-se às ligações privilegiadas com a Índia, Paquistão, Austrália, Canadá e Nigéria frisando que o país prepara, para abril, a próxima reunião da Commonwealth que integra "mais de 50 nações livres e independentes".

O livro "A Hora Mais Negra" do argumentista britânico Anthony McCarten e que deu origem à longa metragem foi publicado em Portugal no final do ano passado.

O filme estreia hoje nos cinemas portugueses.

MacCarten, autor do livro e do argumento do filme "A Hora Mais Negra disse à Lusa na segunda-feira que pretendeu destacar um político (Winston Churchill) que usava a palavra como arma e que era "incapaz" de mentir.

"Fazia parte da sua natureza: era incapaz de mentir e este foi um dos aspetos que eu quis realçar no 'novo Winston' do filme 'A Hora Mais Negra', para além da imagem popular do homem agarrado a um charuto e com o aspeto de alguém que nasceu maldisposto", disse McCarten acrescentando o poder dos discursos do primeiro-ministro britânico durante a II Guerra Mundial (1939-1945).

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