Documentário sobre os 20 anos da Companhia Paulo Ribeiro em Lisboa

O documentário 'A Dança de Paulo Ribeiro vista por dentro', sobre o método de criação do coreógrafo, estreia-se na quarta-feira, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, onde será também apresentado o livro sobre os vinte anos da companhia.

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Cultura Estreia

De acordo com a programação, o documentário e o livro vão recordar as duas décadas da Companhia Paulo Ribeiro, completadas em 2015, bem como o espetáculo 'A Festa (da insignificância)', estreado na altura, e que estará no palco do São Luiz na sexta-feira e no sábado.

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O livro 'Uma coisa concreta - Companhia Paulo Ribeiro 20 anos de Histórias', lançado no ano passado, no Teatro Viriato, em Viseu, será agora apresentado por Isabel Lucas, Luísa Roubaud, Maria de Assis Swinnerton, Paula Varanda, Paulo Ribeiro e Tiago Bartolomeu Costa.

No ano passado, a Companhia Paulo Ribeiro comemorou 20 anos com um programa que incluiu 'A Festa (da Insignificância)', o lançamento do livro 'Uma Coisa Concreta' e a produção do documentário 'A dança de Paulo Ribeiro vista do Interior', que foi finalizado recentemente.

O espetáculo - com música de Tom Zé, Matthew Shlomowitz e Ben Harper - teve estreia mundial na Culturgest em novembro de 2015, e é agora apresentado pela segunda vez em Lisboa.

Desde 2015 tem estado em digressão nacional e internacional: Teatro Viriato (Viseu), Teatro Nacional São João (Porto), Teatro Académico Gil Vicente (Coimbra), Teatro Virgínia (Torres Novas), Teatro Diogo Bernardes (Ponte de Lima), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) e Théâtre National de Chaillot (Paris).

Natural de Lisboa, Paulo Ribeiro fundou a companhia em nome próprio em 1995, quando passou a desenvolver mais aprofundadamente a linguagem pessoal como coreógrafo.

Começou por fazer carreira como bailarino em várias companhias belgas e francesas, e a estreia enquanto coreógrafo deu-se em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi cofundador.

De regresso a Portugal, em 1988, começou por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian, também em Lisboa, o qual chegou a dirigir pouco antes da companhia ser extinta, em 2005.

Em 1994 foi galardoado com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pela obra "Dançar Cabo Verde", encomenda de Lisboa 94 -- Capital Europeia de Cultura, realizada conjuntamente com Clara Andermatt, e, em 1999, o coreógrafo venceu ainda o Prémio Almada do Instituto Português das Artes do Espetáculo.

Após a extinção do Ballet Gulbenkian, regressou ao Teatro Viriato, em Viseu, para ocupar o cargo de diretor-geral e de programação.

 

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