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Obras em mosteiro de Coimbra para dar centralidade ao património

A recuperação do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, envolvendo 549 milhões de euros, insere-se nas políticas públicas da área da cultura, que visam dar centralidade ao património edificado, disse hoje a secretária de Estado Ângela Ferreira.

Obras em mosteiro de Coimbra para dar centralidade ao património
Notícias ao Minuto

17:59 - 28/11/19 por Lusa

Cultura Governo

"As intervenções que aqui [no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha] tiveram e terão lugar inserem-se numa lógica que dá centralidade ao património edificado, enquanto esteio das políticas públicas para a área governativa da cultura", afirmou hoje, em Coimbra, a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, que falava na apresentação do projeto de recuperação do monumento, atingido pelas cheias do rio Mondego, em janeiro de 2016.

Depois de uma "intervenção de grande escala" no Mosteiro, no âmbito da qual veio, por exemplo, a ser descoberto o maior claustro do gótico português, "as fortes cheias do início de 2016 tornaram urgente a realização de obras de reparação e de desenvolvimento de mecanismos de garantia e de proteção" deste "tesouro patrimonial", sublinhou a governante.

"Estas obras, que agora se iniciarão, possibilitarão alcançar este simples e inequívoco objetivo: tornar o património verdadeiramente de todos nós", sustentou.

"Queremos dar destaque à ideia de que o património arquitetónico não é só história, é também uma alavanca de participação e de desenvolvimento de lugares e territórios", é "passado que se transforma em futuro, veículo transformador da sociedade e dos territórios, fundamental para a coesão social, a consistência territorial e para o desenvolvimento económico", salientou a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural.

"Aproximar o património dos cidadãos, não tenhamos dúvidas, é condição absoluta para a sua valorização", e "é isso que este projeto procura e é este o nosso compromisso permanente", assegurou Ângela Ferreira.

Apesar do projeto desenvolvido na década de 1990 e primeiros anos deste século incluir "uma solução técnica de contenção das águas", a relação do Mosteiro (século XIV) com o Mondego "manteve-se frágil, dada a posição vulnerável do monumento relativamente à cota atual do leito do rio" e, em 2016, as águas voltaram a invadir Santa Clara-a-Velha, referiu a diretora da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), Suzana Menezes.

"Desmoronamentos, acumulação de líquenes, degradação de paramentos pelo acumular de água, danos vários em percursos de visita e meios de acesso, danos nas instalações elétricas e mecânicas e inutilização do depósito de materiais arqueológicos", enumerou, entre outras "consequências mais trágicas" destas cheias.

Perante o cenário, "a DRCC negociou com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro verbas para a recuperação do património e para a recuperação dos mecanismos de proteção existentes", tendo submetido uma candidatura a fundos europeus, através do programa Centro 2020.

O projeto, envolvendo 549.605 euros, da autoria dos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez, que foram também os autores do projeto inicial, visa, essencialmente, "a conservação do edifício classificado e a beneficiação e valorização dos espaços envolventes" danificados, de modo a "restituir a este belíssimo lugar as condições de visita que existiam anteriormente", indicou Suzana Menezes.

A intervenção, cujas obras deverão ter início em janeiro e prolongar-se por cerca de um ano e meio, pretende também "assegurar a contenção de águas e evitar a sua entrada direta em caso de cheia", estando, designadamente previsto um sistema de drenagem.

A empreitada foi adjudicada na sequência do segundo "procedimento concursal", depois de um primeiro concurso público ter ficado deserto por o preço base não ter suscitado interesse do mercado, explicou Suzana Menezes.

Na sessão participaram igualmente a anterior diretora da DRCC, Celeste Amaro, que "acompanhou as longas noites de cheias" e "assegurou os instrumentos" para o lançamento da empreitada, o presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, a vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, Carina Gomes, o vice-reitor da Universidade de Coimbra Alfredo Dias e a vogal executiva da Comissão Diretiva do Centro 2020, Isabel Damasceno, entre outros responsáveis.

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