Meteorologia

  • 25 MAIO 2019
Tempo
18º
MIN 16º MÁX 20º

Edição

'Nosso' de Branko é um álbum coletivo onde participa Lisboa

O músico e produtor Branko edita hoje 'Nosso', um álbum coletivo, que conta com participações de vários convidados e de Lisboa, cidade onde vive e cujo som tem andado a trabalhar desde o início dos Buraka Som Sistema.

'Nosso' de Branko é um álbum coletivo onde participa Lisboa
Notícias ao Minuto

09:45 - 01/03/19 por Lusa

Cultura Música

O título do segundo álbum a solo de Branko - o primeiro, 'Atlas' data de 2015 - só podia ser 'Nosso', porque "é um disco coletivo". "Eu não sinto que o tenha feito sozinho", afirmou em declarações à Lusa, justificando que este trabalho "tem participação dos colaboradores e das pessoas que fazem parte dele, como tem a participação da cidade".

A colaboração tanto pode ser direta, caso dos cantores convidados, como Mallu Magalhães, Dino D'Santiago ou Umi Cooper, como indireta, no caso dos que o ouvem numa qualquer pista de dança enquanto DJ.

"Experimento muito as músicas na pista de dança, quando estou a tocar. [E no disco] tanto cabem as ideias das pessoas que estão a colaborar comigo como cabem as reações de pessoas na pista de dança quando eu estou a tocar os temas ou quando estou a experimentar", contou.

Para o músico e produtor, um dos rostos dos Buraka Som Sistema, 'Nosso' representa uma expressão que usa muitas vezes: "o nosso som". "O som que temos andado a trabalhar em Lisboa, desde o início dos Buraka Som Sistema", referiu.

Toda a abordagem inicial de produção do álbum "é uma abordagem que tem como base ritmos, elementos e géneros musicais que se ouvem em Lisboa, desta ideia de Lusofonia".

"Mas depois, a partir daí, vai ao mundo todo e experimento uma série de coisas com muitas pessoas diferentes, tentando criar em cima desses padrões e desses ritmos. E no fundo acabo o disco em Lisboa novamente, com uma produção para que consiga soar tudo coeso e homogéneo", disse.

A criação do álbum foi um processo "que foi acontecendo", desde 2015, ano de edição de 'Atlas'.

A experimentação pode passar por tentar perceber o que acontece, se "meter um cantor soul em cima de baile funk", para tentar perceber "onde é que isso pode levar em termos musicais".

"Será que isso faz sentido? Será que não faz?... Ir explorar esses caminhos. São uma série de ideias que tenho previamente e que tento concretizar depois em temas, em colaborações", referiu.

O primeiro concerto de apresentação de 'Nosso' aconteceu na quinta-feira à noite no B.Leza, em Lisboa. O próximo está marcado para sábado no Maus Hábitos, no Porto.

Depois disso, Branko atua pela Europa, em Barcelona, Londres, Dublin, Berlim e Estocolmo. Para abril tem datas marcadas na Índia e "uma pequena digressão por teatros em Portugal, em Aveiro, Braga e Castelo Branco".

"É uma coisa que já andávamos atrás de tentar conseguir há algum tempo. Interessa-nos esta ideia de a música eletrónica também caber num concerto de teatro, não ser necessariamente uma coisa que tem de ocupar um espaço exclusivo entre as duas e as seis da manhã numa discoteca num sítio qualquer", partilhou.

Branko, ou João Barbosa, é músico e produtor, DJ, editor, tendo o nome ligado à mais recente cena de música eletrónica e de dança em Lisboa, com pontos de ligação com a música lusófona e numa escala global.

Duas das pontes desse trabalho foram a criação dos Buraka Som Sistema e da editora Enchufada, à qual estão associados nomes como Rastronaut, Riot, Dengue Dengue Dengue, Dotorado Pro e PEDRO.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório