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Cravista Marco Mencoboni encerra ciclo de concertos do Museu da Música

O cravista e regente italiano Marco Mencoboni encerra, no sábado, o ciclo de concertos 'Um Músico, Um Mecenas', do Museu Nacional da Música, em Lisboa, com um recital dedicado ao Barroco, interpretado no recém-restaurado cravo Taskin, de 1782.

Cravista Marco Mencoboni encerra ciclo de concertos do Museu da Música
Notícias ao Minuto

22:19 - 07/12/18 por Lusa

Cultura italiano

O programa inclui obras contemporâneas deste cravo - um dos tesouros nacionais da coleção do museu -, escritas por compositores como François Couperin, Jean-Henry d'Anglebert, Jean-François Dandrieu, Joseph-Nicolas Royer, Claude Balbastre, Antoine Forqueray e Domenico Scarlatti.

O cravo Taskin do Museu da Música é um dos oito sobreviventes construídos por Pascal Taskin, no final do século XVIII, e possui "um som vindo do passado", detentor "de uma incrível beleza", segundo o cravista e musicólogo italiano, que, ao longo deste ano, se deslocou diferentes vezes a Portugal para preparar o recital de sábado.

Maestro, cravista e musicólogo, conhecido pela recuperação do "cantar lontano", técnica vocal seiscentista, típica do leste de Itália, Mencoboni trabalhou com Gustav Leonhardt, pioneiro do movimento da interpretação historicamente informada, com quem se formou no Conservatório de Amesterdão, em 1989.

O percurso de Mencoboni é marcado pelo resgate de compositores da Música Antiga e do Barroco, revelando autores como Ignazio Donati, Pietro Pace, Costanzo Porta, Bartolomeo Barbarino, Luigi Battiferri. Desenvolve um projeto de interpretação integral da obra de Cláudio Monteverdi, tendo dirigido as "Vésperas", do criador de "L'Orfeo", na Sé de Lisboa.

Em 2007, trabalhou com Luís Miguel Cintra e o Teatro da Cornucópia, na gravação da obra do espanhol Diego Ortiz, publicada em Veneza em 1565.

Dirigiu o projeto de recuperação de música antiga para o Metropolitan Museu de Nova Iorque, foi maestro convidado da Cité de la Musique, em Paris, e da Casa da Música, no Porto. É vice-presidente da rede europeia de festivais de música antiga (REMA, sigla do original francês).

Fundou e dirige a editora discográfica "E lucevan le stelle", para a qual já produziu cerca de 30 álbuns, dedicados ao "cantar lontano".

O cravo de 1782 de Pascal-Joseph Taskin (1723-1793) "tem elevado valor histórico, estético, técnico e material", escreve o Museu da Música na sua página na Internet, garantindo tratar-se de "um dos melhores exemplos do trabalho requintado do grande construtor".

O museu destaca a construção luxuosa do instrumento e os seus elementos decorativos, como a rosácea, o tampo harmónico decorado, datado de 1636, e a inscrição "Andre Rukuers Anee 1636", no frontal, que remetem para a utilização de partes de um instrumento anterior, "procedimento habitual na oficina de Pascal Taskin", tendo em conta "que Andreas Ruckers havia sido um dos maiores construtores de cravos do século XVII".

"O processo de restauro deste instrumento foi complexo e minucioso", escreve o Museu da Música, destacando o trabalho de Ulrich Weymar, autor da intervenção na mecânica do cravo, dos técnicos do Laboratório José de Figueiredo, que consolidaram a caixa, e de Geert Karman, que fez a harmonização e um novo jogo de saltarelos para o instrumento.

A estreia pública do cravo Taskin de 1782 foi feita pelo cravista norte-americano Kenneth Weiss, no passado dia 27 de outubro.

O recital de Marco Mencoboni tem início às 18:00, no Museu Nacional da Música. A entrada é livre.

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