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Ferro Rodrigues fala de "gratidão eterna" em voto de pesar

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, assinalou hoje o "sentimento de perda" e de "gratidão eterna" para com Mário Soares, que deixa um "legado de coragem política" num percurso em que também "cometeu erros".

Ferro Rodrigues fala de "gratidão eterna" em voto de pesar
Notícias ao Minuto

15:48 - 11/01/17 por Lusa

Política Mário Soares

"Se hoje Portugal se distingue na Europa e no Mundo pelo seu grau de coesão nacional, muito o deve ao contributo liderante de Mário Soares. O sentimento de perda é assim acompanhado por um sentimento de gratidão eterna", refere o voto de pesar lido pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.

O voto é proposto por Ferro Rodrigues e pela Mesa da Assembleia da República, constituída por deputados do PSD, PS, CDS-PP e BE, e foi lido em plenário na sessão de homenagem ao ex-chefe do Estado, que morreu sábado aos 92 anos.

Na abertura da sessão, e antes de ler o voto, Ferro Rodrigues salientou "os laços" que sempre o uniram ao histórico socialista e manifestou solidariedade para com a família.

O texto será votado no final da sessão evocativa, devendo recolher a unanimidade das bancadas parlamentares.

"Se a política era a vocação de Mário Soares, a liberdade era a sua causa", sublinhou Ferro Rodrigues, frisando que o estadista "lutou até ao fim" num percurso em que, disse, "cometeu erros".

"Cometeu erros, certamente, mas sempre entendeu a política democrática como uma atividade apaixonante, feita de vitórias mas também de derrotas, assente em escolhas claras e convicções fortes", refere o voto de pesar.

O presidente do parlamento assinalou que "todos estiveram alguma vez ao lado dele e contra ele" e que, ao mesmo tempo, "todos lhes reconhecem a lealdade com os adversários e a tolerância com a diferença".

"Mário Soares tinha a intuição dos grandes políticos e a visão dos grandes estadistas. Antecipava os grandes movimentos do seu tempo, e disso beneficiou o país, que assim melhor se posicionou perante os desafios da História", assinalou.

Descrevendo o percurso político e os cargos ocupados por Soares antes e após o 25 de Abril de 1974, Ferro Rodrigues sublinhou que, na qualidade de deputado, "honrou o parlamentarismo e a atividade parlamentar" e que como primeiro-ministro "deixou as bases do Estado Social e a adesão à então Comunidade Económica Europeia".

Enquanto secretário-geral do PS, Mário Soares "foi um dirigente influente da Internacional Socialista, o que viria a contribuir, de forma relevante, para o sucesso da democratização portuguesa e da integração europeia de Portugal".

E mesmo enquanto secretário-geral do PS, "não hesitou em ficar quase só, para defender o seu pensamento sobre Portugal e sobre a democracia", prosseguiu.

"A Assembleia da República assinala com tristeza o seu falecimento, transmitindo aos filhos, Isabel Soares e João Soares, Deputado à Assembleia da República, à sua família e a todo o Partido Socialista, o mais sentido pesar", refere o voto.

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