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Quando Costa "dá cobertura a um ex-ministro torna-se corresponsável"

Marques Mendes considerou que António Costa se torna "corresponsável" pelo caso de Tancos ao não criticar o ex-ministro, Azeredo Lopes.

Quando Costa "dá cobertura a um ex-ministro torna-se corresponsável"

O assalto de Tancos voltou a dominar a atualidade na semana passada, com a política e a justiça a andarem de 'mãos dadas'. Depois de conhecida a acusação deduzida pelo Ministério Público e os novos desenvolvimentos que indicam o envolvimento do ex-ministro Azeredo Lopes, Marques Mendes analisou a questão, considerando que esta é "das acusações mais graves que aconteceram em Portugal".

No seu habitual espaço de comentário na antena da SIC, o comentador defendeu que o tema "é muito mau para as Forças Armadas que se queixam desprestígio. Isto acrescenta desprestígio ao desprestígio. Mas as Forças Armadas só se podem queixar delas próprias", já que "foram as responsáveis".

Mas não serão apenas as Forças Armadas a sentir os efeitos negativos. O assalto de Tancos "é muito mau para o Governo", considerando que o "ex-ministro não falou completamente verdade ao Parlamento, terá omitido questões essenciais do primeiro-ministro" e "terá compactuado com uma tramoia".

Igualmente António Costa não se livrará das repercussões da questão, desde logo porque foi ele próprio "que escolheu Azeredo Lopes" e, até ao momento, "ainda não teve uma palavra para o criticar e se demarcar. E no momento em que dá cobertura a um ex-ministro torna-se corresponsável pela situação".

Defende ainda o político português que "é muito mau o PS dizer que isto é uma conspiração do Ministério Público (MP). Não faz sentido e é um gesto de delírio. Toda a gente sabe que o MP não tinha alternativa se não fazer esta acusação porque há prazos legais a cumprir. O PS, se quiser queixar-se, não é do Ministério Público, é sim do seu ex-governante".

Todo este cenário, considerou ainda, irá piorar na altura em que decorrer "o julgamento". Para Marques Mendes, "não vai ser bonito de se ver porque as Forças Armadas e o poder político, que vão sair-se mal".

Chegou a ser equacionado, nos últimos dias, o envolvimento de Marcelo Rebelo de Sousa no caso Tancos. Ora, o social-democrata classificou esse cenário de "lamentável", justificando que "a figura institucional do Presidente da República deve ser tratada com especialíssimo respeito, como os partidos fizeram". E "é lamentável porque não há sinal de que ele tenha envolvimento na matéria" e porque "foi a única entidade política que andou a dizer durante dois anos: 'Investigue-se, investigue-se, doa a quem doer'".

Ainda no domínio de Tancos, há duas questões que para o comentador político "não estão devidamente esclarecidas". Uma "tem que ver com a Procuradoria-Geral da República, outra com o Exército", atirou.

"É muito sério que, dois ou três dias antes de ser conhecida a acusação, tivesse havido fugas de informação cirúrgicas claramente para tentar insinuar o envolvimento do Presidente nesta matéria".

Quanto ao Exército, defendeu Marques Mendes que deveria ser "aberto um processo disciplinar" ao militar que insinuou o envolvimento de Marcelo Rebelo de Sousa "porque não está a ofender alguém, está a ofender o comandante supremo das Forças Armadas, seja Marcelo, seja outra pessoa. Impunidade não pode ficar à solta", rematou.

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