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"Não faz sentido não ter Orçamento nem governar sem um Orçamento"

O presidente do Partido Socialista falou, esta quarta-feira, sobre o próximo Orçamento do Estado que está a começar a ser discutido entre os partidos que suportam o Governo, não esquecendo as dificuldades que o setor da Saúde enfrenta.

"Não faz sentido não ter Orçamento nem governar sem um Orçamento"
Notícias ao Minuto

06:08 - 24/05/18 por Patrícia Martins Carvalho 

Política Carlos César

Carlos César admitiu, em entrevista à RTP3, que “este Orçamento do Estado (OE) é mais difícil” do que os anteriores devido à “proximidade de um ato eleitoral”, pois nesta fase “cada partido procura diferenciar-se [dos restantes que compõem a solução de Governo] e coloca questões em que há uma maior dificuldade de compatibilização”.

No entanto, o presidente do PS não teme que o OE para 2019 não venha a ser aprovado, até porque em “ano de eleições não faz sentido não ter um OE e não faz sentido governar sem um OE”.

“Creio que a dificuldade não será ter um Orçamento, mas saber que Orçamento vamos ter”, referiu o socialista.

Nesta senda, Carlos César referiu que “todos os partidos estão cientes” da importância deste documento, sabendo também que “se não viabilizarem o OE para o próximo ano dariam por derrotadas as suas convicções e opções” defendidas até agora.

“O PCP, Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista Os Verdes têm muito boas razões para partilhar com o PS os sucessos muito relevantes que, ao longo da legislatura, poderão contabilizar no plano social, económico e das finanças públicas apesar de haver nestas áreas menores zonas de convergência”, referiu, terminando: “Seria fatal para toda a Esquerda não articular as políticas sociais com a saúde das contas públicas”.

“Temos deficiências orçamentais que impedem a recuperação rápida da Saúde”

Na mesma entrevista, Carlos César abordou o estado da Saúde em Portugal. Confrontado com o encerramento de serviços no Hospital Santa Maria, em Lisboa, devido à falta de meios humanos, o presidente do PS atirou a culpa para o antigo governo e para a “má gestão”.

Frisando que “durante quatro anos [governo PSD/CDS] o sistema foi despejado em mil milhões de euros”, Carlos César disse também que “de certeza que existem casos de má gestão nos hospitais”, sendo que “alguns estão identificados e corrigidos”.

Ainda assim, o socialista frisou que “não se pode, de um momento para o outro, inverter essa espiral de desenvolvimento e de abandono a que o Serviço Nacional de Saúde esteve sujeito durante tantos anos”.

“O que é certo é que precisamos de apressar o reinvestimento no SNS”, afirmou, admitindo, em jeito de conclusão, que “temos deficiências também orçamentais que impedem a recuperação rápida do setor da Saúde”.

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