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Moradores da Fidelidade vão poder permanecer pelo menos até 2020

As famílias de três prédios de Loures pertencentes à Fidelidade e que estavam em risco de ter abandonar as habitações vão poder permanecer, pelo menos, até 2020, disse hoje à agência Lusa a comissão de inquilinos.

Moradores da Fidelidade vão poder permanecer pelo menos até 2020
Notícias ao Minuto

17:04 - 14/04/18 por Lusa

País Loures

No início deste ano, oito famílias residentes em três torres na freguesia de Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures, no distrito de Lisboa, foram notificados pela Fidelidade de que os seus contratos de arrendamento não iriam ser renovados e que teriam 120 dias para entregar as chaves do imóvel.

A situação gerou um sentimento de "pânico" nos moradores, que, entretanto, criaram uma comissão e pediram ajuda à junta de freguesia local e à Câmara Municipal de Loures, iniciando um processo de diálogo com os grupos parlamentares e com a Secretaria de Estado da Habitação.

Durante esta semana, "após várias reuniões" entre a comissão de inquilinos da Fidelidade de Santo António dos Cavaleiros e a administração da empresa "houve um recuo na intenção inicial" e os contratos com os moradores "vão ser renovados até 2020", segundo disse à agência Lusa a porta-voz desta comissão, Ana Oliveira.

"Para já, vão renovar os contratos daqueles que estavam para sair e já não vão enviar as outras sete cartas que estavam previstas. Agora, fiz-lhes uma proposta no sentido de as garantias irem além de 2020 e ficaram de dar resposta na quarta-feira, quando forem ouvidos no parlamento sobre este assunto", apontou.

O presidente do conselho de administração da companhia de seguros Fidelidade, Jorge Magalhães Correia, vai ser ouvido na quarta-feira na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação sobre a questão dos contratos de arrendamento.

"Espero que possa ser o ponto final deste assunto. Se não nos derem todas as garantias, iremos avançar com uma concentração à porta da Fidelidade. Acreditamos que isto só se resolverá com uma revogação da lei das rendas", defendeu.

No mesmo sentido, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, que esta tarde participou numa reunião de moradores, insistiu na necessidade de a Assembleia da República revogar a lei das rendas, que entrou em vigor 2012.

"Admitindo que a Fidelidade vai concretizar os seus compromissos com estes moradores, nada mudará noutras situações porque a lei vai continuar a existir: É uma lei que causou uma grande desproteção e que deve ser revogada para que os seus efeitos não se continuem a multiplicar", sublinhou.

Em outubro do ano passado, a Fidelidade tinha anunciado querer "reforçar a solidez" da empresa com a venda de 277 imóveis, localizados em várias partes do país.

Só no distrito de Lisboa a Fidelidade tem cerca de 1.700 inquilinos.

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