Greve de pessoal não docente fecha escola em Lisboa

A Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, encontra-se hoje fechada por decisão do diretor, Pedro Pimentel, devido à greve dos trabalhadores não docentes, por não existirem condições de funcionamento, informou fonte sindical.

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País Protesto

Em declarações à agência Lusa, Rafael Louro, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, explicou que os trabalhadores se concentraram ao início da manhã junto ao portão da escola e que o diretor decidiu que esta se mantivesse de portas encerradas, uma vez que não tinha condições para funcionar.

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"Os trabalhadores não docentes concentraram-se à porta da escola, onde aprovaram uma moção que vão levar agora até ao Ministério da Educação, com as razões da greve e as suas reivindicações", disse Rafael Louro.

No passado dia 30 de setembro, os trabalhadores não docentes da Escola Secundária Pedro Nunes realizaram um plenário onde decidiram marcar um dia de luta pelo alargamento do mapa de pessoal não docente da escola, considerando que o número de funcionários estabelecido por lei é manifestamente insuficiente para as necessidades da escola.

Rafael Louro explicou à agência Lusa que os trabalhadores não docentes em greve vão agora para o Ministério da Educação, ao qual já deram conhecimento através de um ofício dirigido à secretária de Estado adjunta da Educação, e pediram que fossem recebidos para entregar o documento com as reivindicações.

"Não se trata de uma manifestação, mas apenas uma delegação que irá até ao Ministério entregar a moção agora assinada e o documento dando conta da situação e das dificuldades por que que passam no dia-a-dia por falta de trabalhadores", explicou.

De acordo com Rafael Louro, os trabalhadores pedem o alargamento do mapa de pessoal não docente, adiantando que mesmo que o número de trabalhadores estabelecido na lei seja cumprido "não é suficiente para as necessidades da escola", ponde em causa o bom funcionamento da mesma e, acima de tudo, "põe em causa a dignidade dos trabalhadores com a sobrecarga enorme de trabalho".

Quanto ao número de trabalhadores não docentes, Rafael Louro adiantou que a escola tem atualmente, segundo dados dos próprios funcionários, 18 assistentes operacionais e oito assistentes técnicos.

A agência Lusa tentou contactar já a direção da escola, que remeteu para mais tarde, por escrito, qualquer comentário à situação.

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