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Açoriana convence multimilionários a investir em infusões de canábis

Virgínia Vidal tem uma empresa onde vende chá, cafés e até chocolates quentes com o estupefaciente.

Açoriana convence multimilionários a investir em infusões de canábis
Notícias ao Minuto

20:49 - 19/10/18 por Natacha Nunes Costa 

País Estupefacientes

É natural dos Açores e está emigrada há 35 anos no Canadá, onde se tornou uma séria ativista da legalização de canábis.

Quando engravidou de trigémeos, Virgínia Vidal sentiu necessidade de se “medicar”, não só para não sentir tantas dores físicas como também para ajudar a lidar com uma complicada gravidez ao mesmo tempo que cuidava da sua mãe que sofria de demência. E foi aí que “descobriu a canábis” como analgésico alternativo àqueles que são habitualmente prescritos.

Só que, como fumava na rua e era inverno, Virgínia começou a imaginar uma forma mais confortável de aliviar os sintomas sem ter de sair de casa.

Experimentou fazer chá de canábis e resultou. Primeiro era a única utilizadora dos mesmos, mas quando começou a perceber que havia muitas pessoas na mesma condição decidiu criar a Mary’s Wellness e vender várias infusões deste tipo de estupefaciente.

A empresa, que vende online para todo o Canadá, tem 19 variedades de bebidas de canábis. Há chás, cafés, chocolate quente e até sumos.

O negócio, que foi passando de boca em boca, rapidamente tomou proporções maiores e, conta Virgínia ao Notícias ao Minuto, as infusões começaram a ser recomendadas por médicos a doentes e vendidas em clínicas.

Os clientes que bebem o chá para dormir, de camomila e canábis, dizem que são as melhores noite de sono das suas vidasHá muitas pessoas a comprar as minhas bebidas por razões de saúde. O chá tem propriedades saudáveis e não deixa cheiro, ou seja, pode ser bebido em qualquer lugar. Pode ser servido nos hospitais, em hotéis e até em aeroportos para acalmar o stress das viagens”, explica, acrescentando que há chás para dormir, chás para dores musculares, para dores de barriga e até para ajudar à concentração.

“Os clientes que bebem o chá para dormir, de camomila e canábis, dizem que são as melhores noite de sono das suas vidas”, garante Virgínia.

A verdade é que o sucesso da empresa foi tão grande que passado algum tempo a açoriana, de 47 anos, recebeu um convite inesperado.

“A produtora dos Dragon’s Den [programa televisivo semelhante ao Shark Tank transmitido pela CBC News] ligou-me para eu participar no programa. No início eu disse que não porque o consumo de canábis ainda é um assunto delicado. Só que ela continuou a insistir e eu acabei por participar. Gravámos no dia 25 de abril e eu fiquei muito contente por ser um dia simbólico para os portugueses”, conta.

E parece que o Dia da Liberdade deu sorte. Virgínia conseguiu convencer os seis multimilionários do programa canadiano, transmitido esta sexta-feira, a investirem o seu dinheiro na Mary’s Wellness. O próximo passo é levar o negócio até aos Açores, mas só quando o consumo de canábis for legal em Portugal.

No futuro quero juntar canábis a chás regionais e levar o negócio até aos Açores, mas só quando a lei permitir. Espero que seja o mais depressa possível porque tenho o e-mail cheio de pedidos”, afiança.

Virgínia defende ainda que o Governo dos Açores deveria posicionar-se de uma forma diferente sobre a matéria e olhar para os efeitos positivos que a legalização da canábis poderá representar não só para os açorianos como para a economia da região.

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