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Moscovo diz que cinco russos foram mortos durante raides aéreos dos EUA

A Rússia disse hoje que cinco cidadãos russos não militares foram mortos e outros ficaram feridos durante raides aéreos conduzidos pelas forças dos Estados Unidos na passada semana na zona leste da Síria.

Moscovo diz que cinco russos foram mortos durante raides aéreos dos EUA
Notícias ao Minuto

15:00 - 15/02/18 por Lusa

Mundo Síria

A informação foi avançada pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, que precisou que os cinco cidadãos, que não pertenciam às forças militares russas, morreram durante os ataques aéreos da coligação internacional 'anti-jihadista', liderada pelos norte-americanos, na província síria de Deir Ezzor (leste) contra as forças apoiadas pelo regime de Damasco.

Um grupo paramilitar e uma organização nacionalista russos já tinham referido, na segunda-feira, que dois cidadãos russos, que combatiam na Síria como "voluntários", tinham perdido a vida nestes raides conduzidos a 07 de fevereiro.

"Segundo informações preliminares, podemos falar da morte de cinco pessoas, 'a priori' cidadãos russos, na sequência de confrontos armados cujas causas estão a ser estudadas", disse a porta-voz da diplomacia russa.

"Também existem feridos", prosseguiu Maria Zakharova, salientando: "Não se tratam de soldados russos".

Após os raides aéreos, vários 'media' russos e estrangeiros relataram vários balanços de vítimas, alguns chegaram a indicar mais de 200 mortos.

"Os artigos a darem conta da morte de dezenas e de centenas de cidadãos (russos) não são mais do que a desinformação típica" reagiu Maria Zakharova.

"Essa informação é errada e foi lançada por forças antigovernamentais na Síria", acusou a porta-voz da diplomacia russa.

Segundo o Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano), pelo menos 100 combatentes aliados do regime de Damasco foram mortos durante raides aéreos realizados em resposta a um ataque contra uma posição das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda aliada dos Estados Unidos na luta anti-'jihadista' no território sírio.

Após a confirmação da ofensiva, o Ministério da Defesa russo garantiu que "não existiam militares russos em Deir Ezzor".

Os 'media' russos ressalvaram na altura que muitos russos estão a combater na Síria, nomeadamente como mercenários, vários associados a uma empresa militar privada designada como "Grupo Wagner".

Os Estados Unidos e a Rússia, que apoiam forças rivais na província de Deir Ezzor, rica em petróleo, têm mantido sempre contactos próximos nesta zona para tentar evitar qualquer atrito.

No mesmo dia em que a coligação internacional justificou a ofensiva em Deir Ezzor, responsáveis militares russos referiram que o ataque aéreo dos Estados Unidos no leste da Síria refletia as tentativas de Washington para comprometer os esforços de recuperação económica daquele país em guerra.

O Ministério da Defesa russo referiu na mesma ocasião que o ataque em questão tinha provocado 25 feridos entre os voluntários sírios pró-governamentais.

Iniciado em março de 2011 com a violenta repressão de manifestações pacíficas contra o regime de Bashar al-Assad, a guerra na Síria já fez mais de 350.000 mortos, incluindo mais de 100 mil civis, e milhões de refugiados.

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