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OEA quer verificação dos resultados contestados das eleições das Honduras

A Organização dos Estados Americanos (OEA) exigiu "um processo exaustivo e meticuloso de verificação" dos resultados contestados das eleições nas Honduras, cujo Presidente cessante reivindica vitória e convocou os seus simpatizantes a manifestarem-se hoje na capital.

OEA quer verificação dos resultados contestados das eleições das Honduras
Notícias ao Minuto

07:17 - 07/12/17 por Lusa

Mundo Presidenciais

Em comunicado, a OEA denuncia a "falta de garantias e de transparência" e a "acumulação de irregularidades" registadas pela sua missão de observadores, liderada pelo antigo Presidente boliviano Jorge Quiroga, apontando que "não pode ter certezas sobre os resultados".

Segundo os resultados oficiais, o Presidente cessante, Juan Orlando Hernandez, terá conquistado a reeleição, com 42,98% dos votos, enquanto o seu adversário de esquerda, Salvador Nasralla, obteve 41,38%. No entanto, o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) recusou declarar um vencedor enquanto não expirar o prazo de recurso, que termina na sexta-feira.

A oposição alega que houve fraude nas eleições presidenciais e pediu, na terça-feira, a verificação da totalidade das 18.128 atas. O TSE afirmou não ter ainda recebido o pedido formal da Aliança da Oposição contra a Ditadura.

Juan Orlando Hernandez aceitou que seja feita uma recontagem total e propôs ainda uma auditoria da perícia ao servidor informático do TSE, cujas falhas durante o processo de contagem alimentaram suspeitas de fraude.

No entanto, Salvador Nasralla, que repetidamente expressou a sua desconfiança em relação ao TSE, pediu na quarta-feira a formação, por organizações internacionais, de um organismo independente para proceder a uma avaliação minuciosa da totalidade dos boletins de voto. "Não é adequado que este arbítrio continue", declarou Nasralla, um apresentador de televisão estreante na política, em referência ao tribunal eleitoral.

Os Estados Unidos, com receio de uma onda de violência pós-eleitoral, apelaram na quarta-feira aos seus cidadãos para "adiar ou cancelar qualquer deslocação" ao país vizinho enquanto a crise política não estiver resolvida.

Numa declaração conjunta, Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai, Peru, Chile e Uruguai manifestaram o seu "apoio" a uma análise global do processo e instaram a população hondurenha a "aguardar pacificamente" pelos resultados oficiais.

O Presidente cessante, dado à priori como vencedor das eleições, convocou os seus simpatizantes para uma manifestação a ter lugar hoje na capital, Tegucigalpa, sob o 'slogan' "unidos pela paz", para "defender a todo o custo" o resultado das presidenciais de 26 de novembro.

"Devemos defender aquilo que o povo hondurenho deu ao Partido Nacional. Devemos defender a todo o custo esse resultado", declarou Juan Orlando Hernandez, de 49 anos, durante um encontro com apoiantes, em que afirmou que fará por evitar confrontos com a oposição.

As presidenciais nas Honduras foram acompanhadas por uma missão internacional de observadores, com a eurodeputada Marisa Matias, do Bloco de Esquerda (BE), a chefiar a missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) e o eurodeputado José Inácio Faria, do Partido da Terra (MPT) a de observação do Parlamento Europeu (PE).

Entretanto, o estado de emergência de dez dias, decretado na sexta-feira, foi levantado na quarta-feira em nove dos 18 departamentos das Honduras.

A medida, instaurada a par com recolher obrigatório, foi aplicada na sequência de protestos denunciado fraudes eleitorais e de pilhagens de estabelecimentos comerciais que resultaram em pelo menos três mortes.

Com cerca de nove milhões de habitantes, as Honduras são um pequeno país no centro do "triângulo da morte" da América Central, minado por gangues e apresentando uma das mais elevadas taxas de homicídio do mundo.

Conheceu diversos golpes de Estado, revoltas armadas e conflitos com os vizinhos El Salvador e Guatemala.

O atual Presidente cessante foi eleito em 2013, após eleições já então contestadas pela esquerda. Desta vez, conseguiu recandidatar-se, em violação de um dos princípios consagrados na Constituição do país, porque obteve para tal a autorização do próprio Tribunal Constitucional.

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