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Trump define como "muito perigoso" estado das relações dos EUA com Rússia

O Presidente dos EUA, Donald Trump, definiu hoje como "muito perigoso" o atual estado das relações com a Rússia e atribuiu as responsabilidades ao Congresso, que aprovou o reforço das sanções económicas contra Moscovo.

Trump define como "muito perigoso" estado das relações dos EUA com Rússia
Notícias ao Minuto

15:08 - 03/08/17 por Lusa

Mundo EUA

"As nossas relações com a Rússia estão no mais baixo nível histórico e muito perigoso. Podem agradecer ao Congresso, essas mesmas pessoas que se mostram incapazes de aprovar uma reforma da Saúde", divulgou no Twitter.

Donald Trump promulgou na quarta-feira novas sanções adotadas por uma esmagadora maioria de deputados norte-americanos para punir Moscovo, designadamente pela sua alegada ingerência na eleição presidencial e o seu envolvimento no conflito na Ucrânia.

No entanto, o Presidente também se demarcou para criticar uma lei "muito imperfeita". Até ao momento, envolveu-se sem sucesso numa disputa com o Congresso, controlado pelo seu próprio campo republicano, para regressar ao Obamacare, a reforma do sistema de saúde adotado na anterior administração democrata.

Washington não ocultou as suas reservas face a esta ofensiva do Congresso na frente russa, suscetível de comprometer os esforços para distender as tensas relações com Moscovo e apesar da subida ao poder em janeiro de uma administração norte-americana considerada em princípio mais favorável ao Kremlin.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, advertiu em diversas ocasiões que as relações entre as duas potências estão "no nível mais baixo desde o final da Guerra fia" e poderiam "ainda deteriorar-se". Trump optpu por dizer que se encontram "num baixo nível histórico".

Na quarta-feira, Moscovo denunciou uma "declaração de guerra económica total contra a Rússia" após a promulgação das novas sanções, e ironizando com a "fraqueza total" da administração Trump face ao seu Congresso.

Sem aguardar, a Rússia já ripostou na semana passada, ao anunciar uma redução drástica do pessoal diplomático norte-americano no seu território.

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