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Porta-voz do parlamento da Indonésia nega alegações de corrupção

O porta-voz do parlamento da Indonésia negou ter cometido qualquer irregularidade, depois de ter sido declarado suspeito num escândalo de corrupção em que alegadamente ficou com mais de 170 milhões de dólares (147,6 milhões de euros) do governo.

Porta-voz do parlamento da Indonésia nega alegações de corrupção
Notícias ao Minuto

09:19 - 18/07/17 por Lusa

Mundo Setya Novanto

Setya Novanto disse hoje que respeita o processo legal, mas alegou que não há nenhuma verdade na acusação de que roubou mais de 40 milhões de dólares (34,7 milhões de euros).

Uma vez considerado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, como um dos homens mais poderosos da Indonésia, Setya Novanto mantém-se no cargo de porta-voz do parlamento.

O chefe da comissão de combate à corrupção, Agus Rahardjo, anunciou na segunda-feira que a comissão reuniu provas suficientes para designar Novanto como suspeito.

A polícia anticorrupção disse que uma rede de cerca de 80 pessoas, a maioria políticos e várias empresas usou a introdução de um sistema de identidade eletrónico estimado em 440 milhões de dólares (381,8 milhões de euros) em 2011 e 2012 para roubar mais de um terço dos fundos atribuídos.

Novanto, do Golkar, partido criado em 1964 pelo general Suharto, o quinto suspeito anunciado no caso, o qual pode ser transformado num teste à vontade do Presidente Joko Widodo em endurecer a luta contra a corrupção, uma vez que as suspeitas recaíram sobre deputados da coligação no poder, incluindo o Golkar.

A corrupção tem níveis epidémicos na Indonésia e atrasa o desenvolvimento do país com mais de 250 milhões de pessoas, escreve a agência Associated Press.

Novanto, um admirador de Trump, apareceu de surpresa numa conferência de imprensa de Trump em Nova Iorque em setembro de 2015, juntamente com Fadli Zon, outro deputado da Indonésia.

O porta-voz do parlamento da Indonésia foi apresentado por Trump como um dos homens mais poderosos do país asiático que iria fazer grandes coisas pelos Estados Unidos.

Rahardjo disse que Novanto é "suspeito de enriquecer a si mesmo ou outras pessoas por abusar do seu poder" e de ter desempenhado um papel fundamental a planear a fraude.

Entre os nomes que figuram numa acusação, apresentada em março no julgamento em curso de dois suspeitos que eram responsáveis do Ministério do Interior, incluem-se os do ministro da Justiça, ministro do Interior, e os de dois governadores provinciais.

Até à data não foram considerados suspeitos e a imprensa local noticiou que negaram qualquer irregularidade.

No ano passado, a organização Transparência Internacional atribuiu à Indonésia a pontuação de 37 numa escala de um a 100 escala, onde 100 é completamente livre de corrupção.

Entre os 176 países no ranking, a Indonésia foi 90.º, longe do objetivo de alcançar o 50.º em 2016.

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