Partido no poder na África do Sul rejeita apelo à demissão de Jacob Zuma

O Congresso Nacional Africano (ANC, no poder) rejeitou o apelo de vários dos seus membros para a demissão do Presidente sul-africano Jacob Zuma, atolado em vários escândalos de corrupção, anunciou hoje o seu secretário-geral, Gwede Mantashe.

© Reuters
Mundo ANC

"Após discussões francas (...) e por vezes difíceis", a direção do ANC, reunida entre sábado e segunda-feira, "não apoiou o apelo para a demissão do presidente", declarou Mantashe numa conferência de imprensa em Joanesburgo.

PUB

A direção "considerou mais urgente dirigir as energias do ANC para trabalhar pela unidade do partido", adiantou.

Mantashe assinalou que todos os membros "tiveram oportunidade de levantar os problemas que, segundo eles, afetam o movimento e o país. Todos estes problemas são importantes e são analisados como deve de ser".

Mas, insistiu, "o maior perigo para a unidade do ANC é envolver-se num combate de uns contra os outros".

O ANC só deve escolher em dezembro de 2017 quem sucederá na presidência do partido a Zuma, cujo segundo mandato presidencial termina após as eleições gerais de 2019. Se o ANC vencer o escrutínio, esse sucessor tornar-se-á chefe de Estado.

A posição de Jacob Zuma está debilitada devido a uma série de escândalos de corrupção e à derrocada histórica do seu partido nas eleições municipais de agosto, o que lhe valeu fortes críticas, incluindo no seio do ANC.

A presente "rebelião", na qual participaram pelo menos quatro ministros, representa a mais séria ameaça à permanência de Zuma no poder desde que ele se tornou presidente em 2009.

O presidente partiu hoje da África do Sul para participar no funeral do líder de Cuba Fidel Castro.

 

COMENTÁRIOS REGRAS DE CONDUTA DOS COMENTÁRIOS