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Borrell "pronto" para se reunir com Irão, mas "tempo está a esgotar-se"

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, declarou-se hoje "pronto" para receber dirigentes iranianos em Bruxelas, mas apelou ao Irão para não demorar a regressar à mesa das negociações sobre o seu programa nuclear.

Borrell "pronto" para se reunir com Irão, mas "tempo está a esgotar-se"
Notícias ao Minuto

17:59 - 15/10/21 por Lusa

Mundo Nuclear

"Sei que os iranianos querem discussões prévias comigo, enquanto coordenador, e com alguns outros membros do conselho" do acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano, declarou à imprensa em Washington.

"Estou pronto para isso, mas o tempo [para salvar o acordo] está a esgotar-se", acrescentou.

O negociador da União Europeia encarregado do dossiê, Enrique Mora, esteve na quinta-feira em Teerão para pressionar o Governo iraniano a retomar as negociações suspensas desde junho para salvar o acordo.

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, "as duas partes acordaram continuar as conversações" em Bruxelas "nos próximos dias".

"Não posso dar-vos uma data precisa. Estou pronto para recebê-los, se for isso que é necessário", disse ainda Josep Borrell, que se reuniu na quinta-feira na capital dos Estados Unidos com o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken.

"Não digo que seja absolutamente necessário, mas devo dar provas de uma certa paciência estratégica em relação a esta questão, porque não podemos permitir-nos fracassar", observou.

Os Estados Unidos, durante a Presidência de Donald Trump, abandonaram unilateralmente o acordo destinado a impedir o Irão de desenvolver armas nucleares e reimpôs ao país as sanções que o acordo permitira levantar.

Por seu lado, Teerão foi-se libertando gradualmente das restrições impostas ao seu programa nuclear.

O atual Presidente norte-americano, Joe Biden, declarou-se pronto a regressar ao acordo se a República Islâmica também renovar os seus compromissos.

Negociações indiretas entre os dois países começaram em abril em Viena, por intermédio dos outros signatários do acordo (China, Rússia, Alemanha, França, Reino Unido e UE), mas estão suspensas desde junho, altura em que foi eleito um novo Presidente iraniano.

Leia Também: Secretário de Estado dos EUA assegura que UE é "aliado preferencial"

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