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Julgamento do ataque terrorista ao Charlie Hebdo novamente adiado

O julgamento dos atentados terroristas ocorridos em janeiro de 2015 em Paris, incluindo o ataque contra o semanário Charlie Hebdo, foi hoje novamente interrompido, devido a divergências processuais relacionadas com um dos principais arguidos que foi diagnosticado com Covid-19.

Julgamento do ataque terrorista ao Charlie Hebdo novamente adiado

"O Tribunal ordena que se prolongue a suspensão do processo até segunda-feira, dia 30 de novembro", anunciou o juiz-presidente da instância judicial, na sequência de uma divergência sobre a participação de Ali Riza Polat, um dos arguidos do processo que enfrenta as acusações mais graves e que está infetado com novo coronavírus, através de um sistema de videoconferência.

O juiz-presidente considerou que neste momento não era necessário recorrer à videoconferência para ouvir o testemunho do acusado.

O julgamento, cuja sentença deveria ter sido conhecida no passado dia 13, foi interrompido pela primeira vez no início do mês, depois de Ali Riza Polat e outros arguidos terem apresentado sintomas associados à infeção pelo novo coronavírus.

Desde então, as audiências têm sido adiadas várias vezes, uma vez que alguns arguidos ainda apresentam sintomas da doença covid-19.

Ali Riza Polat, de 35 anos, o único dos arguidos que é acusado de cumplicidade nos ataques terroristas de janeiro de 2015, está doente há quase três semanas e ainda apresenta sintomas.

O tribunal considera que o estado de saúde de Ali Riza Polat não permite a realização de um testemunho presencial na sala de audiências.

Inicialmente, estava previsto que o acusado participasse esta semana através de videoconferência.

No entanto, o recurso do sistema de videoconferência foi contestado por vários advogados envolvidos no processo, especialmente depois do ministro da Justiça francês, Eric Dupont-Moretti, ter publicado um decreto no passado dia 18 de novembro que permite este tipo de comparência "sem que seja necessário obter um acordo das partes".

Ao início da sessão de hoje, o tribunal não se pronunciou sobre os recursos apresentados contra o uso do sistema de videoconferência, tendo decidido apenas um novo adiamento para permitir que o acusado tenha uma total recuperação.

Segundo um médico que examinou Ali Riza Polat no domingo, o réu deverá ficar sem sintomas dentro de quatro a cinco dias.

Em janeiro de 2015, o título satírico francês Charlie Hebdo foi alvo de um atentado 'jihadista' que fez 12 mortos, entre os quais estavam jornalistas e caricaturistas do jornal.

Nessa mesma altura, ocorreu também um ataque num supermercado 'kosher' (judaico) nos subúrbios de Paris.

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