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Empresas de mobiliário portuguesas mais cautelosas com mercado britânico

Fabricantes de mobiliário e carpintarias portuguesas estão a reduzir a exposição ao Reino Unido devido ao risco do Brexit, optando por parcerias locais em vez de abrir espaços físicos e deslocar pessoal, afirmou o presidente de uma associação empresarial.

Empresas de mobiliário portuguesas mais cautelosas com mercado britânico
Notícias ao Minuto

12:28 - 22/09/19 por Lusa

Mundo Brexit

"O Brexit traz aos empresários um clima de receio e algumas empresas estão a optar por parcerias locais em vez de se instalarem com pessoas e abrirem loja ou armazéns", afirmou o presidente da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP), Vítor Poças.

Esta estratégia está a ser sobretudo adoptada por empresas que, além do produto final, prestam os serviços de projeto e design de trabalhos à medida para a construção civil, obras públicas ou espaços comerciais.

Em 2018, as exportações da fileira das madeiras e mobiliário para o Reino Unido ascenderam a 202,585 milhões de euros, mais 6% do que 191,849 milhões de euros registados no ano anterior.

Mobiliário, serração de madeira e carpintaria representam 82% do total vendido pelo setor para o mercado britânico em 2018, representando não só o produto final mas também serviços.

Segundo Vítor Poças, as empresas podem fazer os levantamentos e estudos no local, mas produzir a maioria parte dos produtos, como rodapés, aros de portas ou armários em Portugal, e a instalação é feita posteriormente pelos parceiros.

"Estão a fazer isto por precaução, para poderem sair [do Reino Unido] rapidamente", explicou à agência Lusa, à margem da London Design Fair, evento que faz parte do Festival de Design de Londres, onde a AIMMP esteve presente com cerca de cerca de 20 marcas, no âmbito do projeto Associative Design.

No entanto, vincou, o Reino Unido continua a ser um mercado importante para este setor e uma montra para o resto do mundo, razão pela qual empresas de mobiliário, iluminação e decoração continuam a apostar na presença em eventos como este ou a Decorex, que decorre entre 06 e 09 de outubro.

"Aqui temos mais de 180 metros quadrados e na Decorex vamos ter o maior espaço de sempre, com mais de 500 metros quadrados e mais de 50 empresas", adiantou.

Embora Poças admita que existe uma preocupação e consciência sobre o impacto da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), prevista para 31 de outubro, em termos de burocracia, circulação de mão de obra e tarifas aduaneiras, disse não sentir "que o assunto seja prioritário".

"O que sentimos é que esta aposta é assumida com grande risco, porque o Reino Unido compensa em termos de visibilidade para outros países", adiantou.

Na London Design Fair, que encerra hoje, estiveram empresas como Andre Teoman Studio, AroundTheTree, Castro Lighting, Duquesa & Malvada, Ferreira De Sá, Fiu - Jardins Suspensos, Granorte, IPV - Instituto Politécnico de Viseu, João Bruno Design, João Pedro Cezanne, LikeCork, Magyk, Memory Keepers, OldFox, Potzz Design, Vanessa Barragão e X8 Chairs.

Na Decorex, além destas empresas, vão ainda estar Casa Magna Collection, Covet House, Domkapa/Laskasas, Duistt Design, Ginger & Jagger, Infinite Floating, Materflora, Munna, OIA Design, Pombom, Serip e Weewood.

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