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Internacional de centro-direita elogia "passos democráticos" da Guiné

O ex-Presidente colombiano Andrés Pastrana afirmou hoje que a Guiné Equatorial está a dar "passos democráticos", justificando a entrada do partido governamental na Internacional Democrática Centrista (IDC), que junta formações de centro-direita em todo o mundo.

Internacional de centro-direita elogia "passos democráticos" da Guiné
Notícias ao Minuto

10:31 - 13/07/19 por Lusa

Mundo Andrés Pastrana

Em entrevista à Lusa em Malabo, onde anunciou formalmente a entrada do Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE) na IDC como observador, Andrés Pastrana, que é o líder mundial da organização, explicou que o regime equato-guineense deu "sinais de abertura" com a promoção de diálogo com a oposição e com os exilados políticos.

"O PDGE pediu para entrar como observador no IDC-Africa e se der uma série de passos poderá ser membro pleno da organização", afirmou Pastrana à Lusa, salientando que a organização impõe uma série de condições como o fim da pena de morte, liberdades políticas para a oposição e eleições livres e justas.

Os diplomas de indulto e amnistia para promover "o regresso de todos os exilados" constitui "um primeiro passo de abertura do Governo do Presidente Obiang", reconheceu Andrés PAstrana, que foi Presidente da Colômbia entre 1998 e 2002.

"O IDC é uma organização que representa cem partidos de centro-direita no mundo" e tem como "base e filosofia promover os valores do centro-direita, mas o mais importante é a promoção da democracia", explicou o presidente do IDC.

"Em África temo-nos concentrado com esse objetivo", procurando avaliar "como e de que forma, passo a passo, em distintos regimes" é possível "ajudar ou colaborar para que todos os dias, através dos seus passos, possamos fortalecer a democracia a nível mundial", disse, justificando a opção de deixar entrar na organização um partido que possui todos os lugares no congresso de deputados em eleições que várias organizações internacionais consideraram irregulares.

No entanto, Andrés Pastrana salientou que o IDC está concentrado nos "valores de defesa da democracia", procurando ajudar os países mais frágeis do ponto de vista das instituições políticas na transição para regimes democráticos.

Em todo o mundo, "há partidos que sofreram estas transições". "Na Europa de leste, passámos de regimes absolutamente comunistas para experiências democráticas", exemplificou, confiando que esse "tipo de transições também podem ser implantadas nesta parte do mundo".

Agora, o IDC irá acompanhar os passos de reformas institucionais no país, "com críticas e autocríticas para melhorar o sistema democrático".

"Às vezes não nos lembramos que são democracias jovens, acredito que o que vamos trazer nestas organizações para fortalecer o processo democrático é importante", concluiu Andrés Pastrana.

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