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Harvey Weinstein: Acusação celebra acordo de 44 milhões de dólares

O acordo milionário foi, porém, acordado com seguradoras e não com o antigo produtor norte-americano.

Harvey Weinstein: Acusação celebra acordo de 44 milhões de dólares

Os representantes dos processos levantados contra o produtor Harvey Weinstein, a sua empresa e os seus associados, no âmbito das várias acusações de assédio sexual de que foi alvo, anunciaram esta sexta-feira um acordo no valor de 44 milhões de dólares (39 milhões de euros) para a resolução de processos civis.

Conforme explica à CNN uma fonte com acesso ao documento, aquele valor será imputado a seguradoras e não ao empresário norte-americano, de 67 anos de idade.

O acordo estipula que 14 milhões de dólares serão encaminhados para custas judiciais de associados de Weinstein que foram arguidos nos processos e os restantes 30 milhões de dólares serão entregues a alegadas vítimas, credores e antigos funcionários da empresa The Weinstein Company.

Este acordo significará a resolução da ação judicial apresentada no ano passado pela Procuradoria de Nova Iorque contra executivos e o conselho de administração do estúdio cinematográfico The Weinstein Company, por não ter assegurado os direitos das suas funcionárias, que foram expostas continuamente a um ambiente de trabalho hostil.

"Chegamos a um acordo financeiro, apoiado pelos queixosos, pela procuradoria [de Nova Iorque], pelos arguidos e por todas as seguradoras, que se for finalizado constituirá uma compensação significativa para as vítimas, para credores do património e permitirá às partes evitar anos de litígio, que serão custosos, demorados e incertos para todos", indicou Adam Harris, advogado de Bob Weinstein, à juíza encarregue do caso.

Bob Weinstein, sublinhe-se, é irmão de Harvey Weinstein e cofundador da Weinstein Company.

Harvey Weinstein está acusado de ter violado uma mulher em 2013 e de tentado forçar um ato sexual com outra mulher em 2006. Este processo criminal, porém, não está abrangido por este acordo, que se refere apenas às ações judiciais.

No total, mais de uma centena de mulheres testemunhou que o produtor de Hollywood tinha abusado sexualmente delas, um escândalo que desencadeou a campanha #MeToo, que levou à queda de centenas de homens em lugares de poder de numerosos setores.

Depois das primeiras denúncias, Harvey Weinstein foi afastado da empresa norte-americana Weinstein Company, que cofundou, e banido de várias associações, nomeadamente da Academia de Cinema dos Estados Unidos, que atribui os Óscares.

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