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Geringonça à espanhola? Socialistas vencem eleições gerais sem maioria

Estas eleições ficaram ainda marcadas pela entrada do partido de extrema direita, Vox, no parlamento espanhol.

Geringonça à espanhola? Socialistas vencem eleições gerais sem maioria
Notícias ao Minuto

07:50 - 29/04/19 por Lusa

Mundo Espanha

O partido socialista espanhol (PSOE) venceu as legislativas de domingo, sem conseguir a maioria, o que vai obrigar o primeiro-ministro Pedro Sanchez a procurar aliados para governar um país dividido, foi hoje anunciado.

Este escrutínio, no qual foram já apurados 99,99% dos votos, ficou marcado pela entrada, pela primeira vez desde o fim da ditadura, da extrema direita no parlamento espanhol.

Até há poucos anos, o PP alternava com o PSOE na chefia do governo de Espanha, mas o aparecimento do Cidadãos e a fuga de membros para formar o Vox teve como consequência a descida do partido na preferência dos espanhóis. O líder do PP, Pablo Casado, afirmou que "não elude" a sua responsabilidade e que o resultado das eleições gerais espanholas é "muito mau", atribuindo isso à fragmentação do voto do centro-direita. 

"O futuro venceu e o passado perdeu", disse Pedro Sanchez, no discurso de vitória perante os cerca de mil apoiantes que se concentraram no domingo à noite, na sede do partido, em Madrid.

O primeiro-ministro espanhol garantiu ainda que que não vai negociar a formação de um executivo com o Cidadãos, apesar de admitir governar com todos, no âmbito da Constituição.

"A partir das nossas ideias de esquerda e da nossa posição progressista, vamos estender a mão a todas as formações políticas dentro da Constituição, para governar contra as desigualdades sociais, em concórdia e com limpeza democrática", comentou, afirmando que o respeito pela lei fundamental espanhola é "a única condição".

No entanto, para a vice-presidente do PSOE nem será necessário ao partido procurar aliados. Carmen Calvo, assumiu hoje que o PSOE vai tentar governar, sozinho, apenas com 123 deputados, defendendo um governo progressista no sentido de conseguir "quatro anos de tranquilidade".

Num discurso proferido ao mesmo tempo que Sanchez, o líder do Cidadãos, Albert Rivera, opinou na noite eleitoral de domingo que o PSOE vai governar Espanha com a coligação Unidas Podemos e com os nacionalistas, o que considerou uma "má notícia".

Rivera disse também que a "boa notícia" é que o seu partido fará uma oposição leal à Constituição e acabará a governar o país.

O presidente do Vox, Santiago Abascal, classificou como um "verdadeiro milagre" o forte crescimento do partido. "Isto é só o princípio, o Vox veio para ficar", afirmou.

Também Carles Puigdemont, o antigo presidente da Catalunha, destacou, a partir de Bruxelas, onde está exilado, a elevada participação dos catalães nas eleições gerais espanholas e sublinhou os 22 assentos conquistados pelos partidos independentistas. Cinco dos seis candidatos presos ou em fuga à justiça nas listas da ERC e JuntsxCat foram eleitos domingo nas legislativas antecipadas em Espanha, o que abre um futuro incerto quanto às suas possibilidades de serem empossados.

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, que está em visita de Estado à China, recusou comentar na manhã desta segunda-feira o resultado do sufrágio no país vizinho por estar fora do país, adiantando que também não o faria "mesmo que estivesse em Portugal".

"O que nós desejamos é que, como sempre, a Espanha continue o seu percurso como grande democracia, como grande economia, como grande país irmão, vizinho, e portanto, como sabem, com uma projeção na Europa e no mundo que é indiscutível", afirmou Marcelo.

Já o primeiro-ministro português, António Costa, felicitou ainda na noite de domingo o homólogo espanhol, Pedro Sánchez, pela vitória do PSOE (socialista) nas eleições gerais de Espanha e destacou a elevada participação neste ato eleitoral.

O PSOE foi o partido mais votado nas legislativas espanholas, ao conquistar 28,68% dos votos e 122 deputados. O segundo mais votado foi o Partido Popular (PP), que conseguiu 16,7% dos votos e 66 deputados. Nas últimas legislativas, em 2016, o PP elegeu 137 deputados. 

A nove lugares do PP, o terceiro partido mais votado foi o Cidadãos (15,86%), que elegeu 57 deputados, mais 25 do que na legislatura anterior.

O Unidas Podemos (extrema-esquerda) é a quarta força no parlamento espanhol, ao eleger 42 deputados, enquanto que o partido de extrema-direita Vox, com 10,26% dos votos, elegeu 24 deputados.

O conjunto dos partidos da direita espanhola falhou o objetivo de obter, em conjunto, a maioria absoluta no parlamento e formar Governo, apesar da grande subida da votação no Vox.

Os três partidos do bloco de direita, PP, Cidadãos (direita liberal) e Vox, conseguiram reunir um total de 147 deputados, um número aquém dos 176 necessários para ter a maioria absoluta do Congresso dos Deputados, que tem um total de 350 membros.

A participação nas eleições legislativas antecipadas de em Espanha foi de 75,79%, mais 9,3 pontos percentuais do que a registada no escrutínio de 2016.

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