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Há já sete mulheres a acusar Joe Biden de comportamento inapropriado

Nos últimos dias surgiram mais mulheres a tornar público o seu desconforto junto do antigo vice-presidente dos EUA.

Há já sete mulheres a acusar Joe Biden de comportamento inapropriado
Notícias ao Minuto

12:10 - 05/04/19 por Sara Gouveia 

Mundo EUA

Mais três mulheres vieram a público revelar que Joe Biden lhes terá tocado de forma inapropriada e que as fez sentir desconfortável. Estas mulheres falaram com o Washington Post na quarta-feira, sendo que antes delas, mais outras quatro tinham tornado públicas as suas acusações contra o antigo vice-presidente norte-americano.

As alegações surgem no momento em que Biden pondera entrar na corrida às presidenciais de 2020.

Vail Kohnert-Yount contou ao jornal que era uma estagiária na Casa Branca, em 2013, quando Biden era vice-presidente na administração Obama, e que estava a sair da cave na Ala Oeste, quando lhe foi pedido que se desviasse para o político passar. Foi então que Biden parou para a cumprimentar. "Pôs a mão atrás da minha cabeça e pressionou a testa contra a minha enquanto falava comigo. Fiquei tão em choque que foi difícil focar-me no que estava a dizer. Lembro-me de me dizer que era bonita", recordou.

A antiga estagiária diz que se sentiu desconfortável e embaraçada pelos comentários, apesar de "serem supostamente um elogio" e de acreditar que tenham sido com boa intenção. "Não considero que a minha experiência tenha sido de assédio sexual", referiu, sublinhando, no entanto, que tinha sentido tratar-se de "um comportamento inapropriado que faz as mulheres sentirem-se desconfortáveis e desiguais no local de trabalho".

Sofie Karasek e Joe Biden conheceram-se depois dos Óscares de 2016, onde a mulher tinha feito parte de um grupo de sobreviventes de agressões sexuais que tinha subido a palco. O antigo vice-presidente agarrou-lhe as mãos e juntou a sua testa à sua, uma cena que foi fotografada na altura. Ao Post, Sofie revelou ter-se sentido estranha e pouco à vontade, apesar de ter apreciado o apoio de Biden. Ally Coll tem um relato semelhante. Diz ter conhecido o político quando trabalhou na campanha presidencial de 2008 e que este lhe apertou os ombros e elogiou o sorriso, tendo ficado "um pouco mais do que devia" a segurá-la. "Há uma falta de compreensão sobre como o poder pode tornar algo que parece inofensivo numa coisa que pode deixar alguém desconfortável", referiu.

A semana passada, Lucy Flores tornou-se a primeira mulher a falar na situação publicamente, seguindo-se depois Amy Lappos, uma antiga assessora do congresso. Por sua vez também Caitlyn Caruso e a escritora D.J. Hill vieram a público falar sobre o comportamento inapropriado que tinham experienciado junto de Biden.

Caitlyn Caruso, de 22 anos, falou com o New York Times, na terça-feira, recordando que quando era estudante tinha estado com Biden num evento da faculdade e que este tinha deixado a mão na sua coxa apesar de se ter contorcido para mostrar estar pouco à vontade. A mulher refere também que este a terá abraçado "um pouco mais do que deveria", o que lhe gerou estranheza pois terá sido logo após ter partilhado a sua história de sobrevivência.

A escritora D.J. Hill, de 59 anos, recordou ter conhecido Biden em 2012 durante um evento de angariação de fundos, onde estava acompanhada pelo marido. Quando avançou para tirar uma fotografia com o político diz que este desceu a mão do seu ombro para as suas costas, o que a fez sentir "muito desconfortável", disse ao mesmo jornal, notando que a situação só foi interrompida quando o marido pôs a mão no ombro de Biden enquanto dizia uma piada. "Só ele sabe as suas intenções", disse Hill.

Num vídeo publicado na passada quarta-feira, Biden reagiu às alegações prometendo mudar o seu comportamento e respeitar o espaço pessoal de cada um. Garantiu ainda que sempre abraçou tanto mulheres como homens e que lhes agarrou nos ombros como forma de criar uma ligação pessoal, mas diz reconhecer que os padrões tenham mudado.

"Os limites da proteção do espaço pessoal foram reiniciados e eu percebo", disse. "Vou ter muito mais atenção. É a minha responsabilidade. Mas sempre acreditei que a governação e a vida, na verdade, é sobre conectar com as pessoas", acrescentou.

O potencial candidato à Casa Branca conta com alguns defensores proeminentes, incluindo a autarca de Atlanta Keisha Lance Bottoms e a atriz sobrevivente de agressão sexual Alyssa Milano.

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