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Talibãs fazem 32 mortos em cerco a quartel afegão de Badghis

Forças talibãs cercam desde quinta-feira um aquartelamento militar da província de Badghis tendo feito 32 mortos, disseram as autoridades locais alertando que as forças de segurança estão a ficar sem munições.

Talibãs fazem 32 mortos em cerco a quartel afegão de Badghis
Notícias ao Minuto

10:26 - 05/04/19 por Lusa

Mundo Afeganistão

De acordo com as últimas informações do conselho provincial local, o ataque que começou na quinta-feira e já provocou a morte a, pelo menos, 32 soldados e polícias registando-se um elevado número de feridos que não podem ser retirados do ponto onde se encontram.

Mohammad Nassir Nazari, membro do conselho provincial de Badghis, no leste do Afeganistão, disse que, de acordo com informações militares, cerca de dois mil combatentes talibãs estão envolvidos no ataque e que cerca de 600 elementos das forças governamentais estão cercados no aquartelamento do distrito de Bala Murghab.

"Estão a ficar sem nada: sem munições, água e alimentos", disse Nazari.

Abdul Waris Sherzad, chefe do distrito de Bala Murghab, disse que os habitantes locais estão desiludidos com a Aliança Atlântica e com os militares afegãos porque não se envolveram na defesa das forças que se encontram cercadas.

Por outro lado, o porta-voz do ministro da Defesa, Quais Mangal, negou a falta de ajuda afirmando que os reforços militares e mantimentos estão a ser aerotransportados para Badghis desde quinta-feira e que material adicional vai ser enviado hoje.

O ataque talibã começou na quinta-feira, antes do nascer do sol, tendo os postos de vigia do campo militar sido neutralizados pelos atacantes que cercaram as instalações das forças de segurança governamentais, tendo feito no primeiro ataque pelo menos 20 baixas.

O ataque a Bala Murghab já foi reivindicado pelos talibãs através de um comunicado e numa altura em que decorrem conversações de paz com os Estados Unidos.

O negociador norte-americano, Zalmay Khalilzad, encontra-se hoje em Islamabad, Paquistão, onde deve encontrar-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Shah Mahmood Qureshi.

Khalilzad visitou Cabul no princípio da semana onde defendeu o diálogo "inter-afegão" e as conversações que devem reunir representantes do governo e da oposição, além dos talibãs.

As conversações diretas entre os representantes dos Estados Unidos e dos talibãs decorreram no passado mês de março no Qatar.

Os talibãs, que controlam quase metade do Afeganistão, mantiveram as hostilidades durante as conversações e recusam-se a encontrar-se com os norte-americanos em Cabul por considerarem o governo afegão um "fantoche" dos Estados Unidos.

Neste momento, Washington pretende o envolvimento do Paquistão no sentido de influenciar os talibãs a negociarem diretamente com o governo afegão, apesar da inflexibilidade que tem sido demonstrada pelos "insurgentes".

Khalizad já se reuniu com o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, que em março protagonizou um conflito diplomático depois de notícias em que alegadamente defendia a formação de um governo interino no Afeganistão com a participação dos talibãs.

A proposta provocou um protesto formal de Cabul tendo Imaran Khan afirmado posteriormente que as declarações que fez sobre o assunto foram retiradas do contexto.

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