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O 'novo' acordo de May, o aviso de Junker e a porta de saída. Será desta?

Parlamento britânico pronuncia-se esta terça-feira sobre o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, que já tinha sido rejeitado em meados de janeiro.

O 'novo' acordo de May, o aviso de Junker e a porta de saída. Será desta?

Será uma saída da União Europeia ordenada, sem acordo ou com um alargamento de mais uns meses para tentar novas alterações? É isso que as votações desta semana na Câmara dos Comuns vão dizer.

Esta segunda-feira, a primeira-ministra britânica e o presidente da Comissão Europeia terão alcançado um acordo, que pressupõe alterações legalmente vinculativas e que pretende facilitar um divórcio ordenado entre o Reino Unido e a União Europeia.

Depois das conversações com Junker, a primeira-ministra deu conta de que "acreditava mesmo" que o seu acordo de Brexit vai responder às preocupações levantadas pelos deputados. Alguns querem ter a certeza de que os britânicos podem abandonar esse mecanismo quando quiserem. "Os deputados deixaram claro que eram precisas mudanças legais para o backstop e hoje [segunda-feira] garantimos mudanças legais", disse May.

"Agora é tempo de nos juntarmos para apoiar este acordo melhorado de Brexit e fazer o que o povo britânico nos pediu", acrescentou.

Numa conferência de imprensa com Theresa May, em Estrasburgo, depois da visita relâmpago, Junker também deu conta de que tinham chegado a um consenso. “A primeira-ministra e eu acordámos num instrumento legalmente vinculativo conjunto sobre o Acordo de Saída. Este instrumento fornece clarificações significativas e garantias legais sobre a natureza do 'backstop'", afirmou. 

Apesar do entendimento, para tentar acabar com o impasse em torno do 'backstop' e evitar uma fronteira física entre as duas Irlandas e que o Reino Unido mantenha uma união aduaneira com a UE durante um período de transição de quase dois anos - e, depois, a Irlanda do Norte seja sujeita a regras do mercado único, até estar concluído um acordo sobre a futura relação comercial entre os 27 e os britânicos -, Junker deixou claro que se tratava de uma "segunda chance" e que não haveria uma terceira.

"Em política, às vezes temos segundas chances. E isso foi o que fizemos hoje. Não haverá mais oportunidades, nem mais interpretações das interpretações, nem mais garantias para as garantias se o Acordo de Saída for chumbado amanhã [terça-feira]", asseverou, dirigindo-se principalmente aos deputados do Parlamento britânico que chumbaram o acordo anterior.

Recorde-se que o Acordo de Saída negociado com Bruxelas precisa de ser aprovado com um "voto significativo" da Câmara dos Comuns para ser ratificado, mas foi chumbado em janeiro por uma margem de 230 votos, incluído 118 de deputados do partido do governo, o partido Conservador.

Caso o desfecho volte a ser o mesmo, o Parlamento terá de votar e decidir se pretende sair sem acordo ou pedir aos líderes um adiamento da saída para depois de 29 de março.

O acordo é apresentado esta terça-feira, qual será a porta de saída escolhida pelo Reino Unido?

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