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Khashoggi: "Verdadeiros responsáveis" pela morte devem prestar contas

A União Europeia defendeu hoje, em Ancara, que os "verdadeiros responsáveis" pela morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, no consulado do seu país em Istambul, "devem prestar contas".

Khashoggi: "Verdadeiros responsáveis" pela morte devem prestar contas

"Os responsáveis, os verdadeiros responsáveis, desta terrível morte devem prestar contas", disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

Mogherini falava hoje, em Ancara, durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlüt Cavusoglu, no âmbito de uma deslocação ao país.

Jamal Khashoggi, jornalista saudita crítico do regime, foi morto em 02 de outubro no consulado saudita em Istambul, na Turquia.

A Arábia Saudita começou por assegurar que o jornalista tinha saído do consulado vivo, mas depois mudou de versão, adiantando que foi morto na representação diplomática numa luta que correu mal.

Posteriormente admitiu que o assassínio do jornalista foi premeditado.

As autoridades sauditas detiveram 21 suspeitos de ligações à morte do jornalista, 11 dos quais foram já acusados.

Para cinco, o Ministério Público saudita pediu penas de morte, num despacho que ilibou o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, sobre quem recaem suspeitas de ter ordenado ou pelo menos tido conhecimento da operação para matar Kashoggi.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, citando a investigação turca, disse por várias vezes que a ordem para matar Khashoggi "foi dada ao mais alto nível do Estado" saudita.

"Para nós, pedir contas não é sinónimo de vingança", disse Mogherini.

"Sempre nos opusemos, por exemplo, à aplicação da pena de morte. Mas esperamos uma investigação completa, transparente e justa", acrescentou.

Mais de um mês e meio após a morte do jornalista, o corpo de Khashoggi não foi encontrado e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia questiona a vontade das autoridades sauditas em cooperar com a justiça turca para resolver o crime.

"Aceitámos as constantes propostas de colaboração com a Arábia Saudita. No entanto, se o objetivo é apenas recolher as nossas informações e fechar o dossier, não é correto", disse Cavusoglu.

"Até hoje, não obtivemos qualquer elemento da parte do Procurador Geral saudita", acrescentou, repetindo o apelo para que "sejam apuradas as verdadeiras responsabilidades" nesta morte.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, e do comissário europeu para a Política Europeia de Vizinhança e as Negociações de Alargamento, Johannes Hahn, visitam hoje Ancara.

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