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Sete meses depois, o sírio Hassan foi retirado de aeroporto da Malásia

Hassan al-Kontar quis escapar à guerra na Síria. Enquanto viveu no aeroporto de Kuala Lumpur, procurou asilo noutro país. Foi colocado sob custódia policial.

Sete meses depois, o sírio Hassan foi retirado de aeroporto da Malásia
Notícias ao Minuto

16:26 - 02/10/18 por Fábio Nunes 

Mundo Kuala Lumpur

Durante quase sete meses, Hassan al-Kontar, de 36 anos, foi uma presença regular no terminal 2 do aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia. Este sírio ficou a viver no aeroporto e durante esse período de tempo procurou asilo num outro país. Mas desde esta terlça-feira Hassan já não está a viver no terminal 2. As autoridades da Malásia retiraram-no do aeroporto e Hassan encontra-se nesta altura sob custódia policial, avança a BBC.

“Os passageiros na área de embarque devem apanhar os seus voos, mas este homem não fez isso. Ele ficou numa zona proibida e tivemos de tomar as medidas necessárias”, disse Mustafar Ali, o responsável dos serviços de imigração malaios.

Hassan al-Kontar está a ser interrogado pela polícia. Depois deve seguir-se a deportação. “Vamos falar com a embaixada síria para facilitar a sua deportação para o país de origem”, sublinhou Mustafar Ali.

O homem saiu da Síria de forma a evitar o serviço militar obrigatório e foi trabalhar para os Emirados Árabes Unidos numa seguradora. Quando a guerra 'rebentou' na Síria o seu passaporte não foi renovado porque não cumpriu o serviço militar obrigatório. Hassan não quis regressar ao seu país e permaneceu de forma ilegal nos Emirados Árabes Unidos mas foi detido em 2016.

Um ano depois já tinha passaporte, mas foi deportado para a Malásia, onde lhe foi atribuído um visto de turismo de três meses. Quando esse visto expirou tentou ir para a Turquia, mas recusaram o seu embarque no avião. Ainda conseguiu viajar para o Camboja, no entanto foi enviado de volta para território malaio.

Foi no início deste ano que começou a viver no aeroporto, subsistindo de refeições que lhe eram dadas por funcionários das companhias aéreas. Todas as suas tentativas de conseguir asilo noutro país não foram bem sucedidas.

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