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Por que comemos mais quando temos companhia?

Para muitos almoçar ou jantar com os amigos é sinónimo de excessos alimentares, mas porque será que tal acontece?

Por que comemos mais quando temos companhia?
Notícias ao Minuto

19:30 - 22/06/18 por Liliana Lopes Monteiro

Lifestyle Controle-se, ou não

Da próxima vez que sentir a consciência pesada, culpe as normas sociais! Várias pesquisas, conduzidas nas últimas décadas, demonstraram que comemos mais quando temos companhia e que seguimos o que e como os outros comem.

Uma série de estudos conduzida pelo psicólogo norte-americano John de Castro em 1980 lançou luz sobre as regras sociais que nos influenciam quando comemos.

Em 1994, de Castro reuniu registos diários de cerca de 500 pessoas tanto em relação ao que comiam quanto ao contexto social em que essas refeições decorriam, se a sós ou acompanhadas.

Para sua surpresa, as pessoas comiam mais em grupo do que quando estavam sozinhas.

Estudos posteriores revelaram ainda que comemos até 40% mais gelados e 10% mais massa e carne quando estamos acompanhados. De Castro chamou o fenómeno de ‘facilitação social’, e descreveu-o como "a influência mais importante e omnipresente sobre a alimentação até então identificada".

Refeições mais longas

O que intensifica o nosso paladar quando comemos com alguém? A razão é simples: pesquisas comprovaram que prolongamos o tempo durante o qual comemos quando estamos em grupo e, portanto, acabamos por ingerir mais comida.

Uma análise minuciosa realizada em vários restaurantes mostrou que os grupos mais numerosos desfrutam de refeições mais longas. Por outro lado, quando o horário das refeições é fixo, não se regista uma mudança significativa na quantidade de comida consumida.

Mas e quando comemos menos!?

Lembra-se daquela vez que evitou pedir sobremesa porque mais ninguém quis?

Aparentemente o nosso impulso pela comida pode ser domado e controlado pela necessidade de nos adaptarmos a um certo grupo. Ou seja, se estivermos a comer com vários indivíduos que estejam a seguir um regime alimentar de restrição calórica, então o mais provável é cedermos à pressão social e tentarmos igualar o mesmo comportamento – ao qual os cientistas chamam de ‘modelagem social’.

Por exemplo, vários estudos mostram que as crianças obesas comem menos em grupos do que quando estão sozinhas. Ou nos cafés das universidades, as mulheres consomem menos calorias com homens à mesa, mas comem mais em grupos exclusivamente femininos.

Agora que sabe lembre-se do seu bem-estar, crie as suas regras e não ceda à pressão.

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