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Presidente do Conselho Europeu agradece "trabalho árduo" de Centeno

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, agradeceu hoje a Mário Centeno o seu "trabalho árduo" na Europa e sublinhou que o Eurogrupo tem de prosseguir os trabalhos com vista a uma forte recuperação da economia europeia.

Presidente do Conselho Europeu agradece "trabalho árduo" de Centeno

"Obrigado, Mário Centeno, pelo seu trabalho árduo enquanto presidente do Eurogrupo e pela excelente cooperação", escreveu Charles Michel na sua conta oficial na rede social Twitter.

Perspetivando já o futuro, o presidente do Conselho Europeu salienta que "o Eurogrupo tem de continuar a preparar o terreno para uma recuperação económica forte", já que "a covid-19 estagnou a economia, mas acelerou a determinação da UE em reconstruir melhor".

Charles Michel foi o primeiro líder das instituições da União Europeia a reagir ao anúncio de Mário Centeno de que está de saída da liderança do fórum de ministros das Finanças da zona euro, na sequência da sua decisão de deixar também o cargo de ministro das Finanças no Governo português.

Ao anunciar hoje que não concorrerá a um segundo mandato, Centeno esclareceu que vai cumprir o atual até ao final (13 de julho) e dirigirá ainda a eleição para encontrar o seu sucessor, em 09 de julho.

Eleito em 04 de dezembro de 2017 para a presidência do Eurogrupo, por um período de dois anos e meio, Centeno despedir-se-á assim do cargo em julho, tornando-se o primeiro presidente do fórum informal de ministros das Finanças da zona euro a cumprir apenas um mandato.

Centeno foi o terceiro presidente do Eurogrupo, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker (2005-2013) e do holandês Jeroen Dijsselbloem (2013-2018).

O seu mandato termina num contexto de crise económica, na Europa e em todo o globo, causada pelo "Grande Confinamento" motivado pela pandemia da covid-19.

Sob a liderança de Centeno, o Eurogrupo acordou algumas das componentes da resposta europeia à crise da covid-19, designadamente as "redes de segurança" para Estados, empresas e trabalhadores num montante total de 540 mil milhões de euros.

O Presidente da República aceitou hoje a exoneração de Mário Centeno como ministro de Estado e das Finanças, proposta pelo primeiro-ministro, e a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento.

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