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Bolsa de Valores satisfeita com venda de ações de Hidroelétrica

O presidente da Bolsa de Valores de Moçambique defendeu hoje que a venda de ações da Hidroelétrica de Cahora Bassa assinala um novo período no mercado de capitais moçambicano, perspetivando um bom cenário para os próximos anos com recentes desenvolvimentos do setor extrativo.

Bolsa de Valores satisfeita com venda de ações de Hidroelétrica
Notícias ao Minuto

16:08 - 16/07/19 por Lusa

Economia Moçambique

"Nós vamos subir o patamar do número de investidores através desta operação. O processo vai ser muito positivo e vai significar o antes e depois da Bolsa de Valores de Moçambique", disse Salimo Valá, presidente do Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), em entrevista à Lusa.

Para Salimo Valá, além de implicar a subida de número de investidores, a venda de ações da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB)através da BVM vai ser um "exercício de pedagogia" para os moçambicanos sobre o mercado de capitais.

"A HCB é uma empresa muito importante na matriz económica moçambicana. É um marco importante a admissão como empresa cotada na bolsa e também o facto de os moçambicanos terem a oportunidade de comprar ações numa empresa como esta", frisou.

O anúncio público dos resultados da subscrição de ações na Oferta Pública de Venda (OPV) de 2,5% do capital através de 680 milhões de ações a três meticais (quatro cêntimos de euro) cada da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) está agendado para quarta-feira em Maputo.

Numa primeira fase, no total, está disponível aos moçambicanos de 7,5% do capital da HCB.

Além da venda da ações da HCB, o presidente de BVM tem boas perspetivas para os próximos anos, com o anúncio recente da Decisão Final de Investimento pela multinacional Anadarko, que vai dedicar-se à extração, liquefação e exportação marítima de gás natural na área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, num investimento em infraestruturas de 25 mil milhões de dólares (cerca de 22 mil milhões de euros).

"Com toda esta alavancagem que estamos a conhecer depois de anos de certa retração, a BVM vai ser um instrumento vital para oxigenar a economia moçambicana", disse Salimo Valá.

Para aproveitar os "bons temos que se avizinham", Salimo Valá acrescenta que a missão agora é consciencializar os moçambicanos de que o "mercado de capitais pode ser uma alternativa para que os empresários tenham recursos financeiros para viabilizar os seus projetos".

"Das 100 maiores empresas moçambicanas, apenas três empresas contadas em bolsas. Nós temos que trabalhar para ter mais destas empresas. Mas também queremos que as pequenas e médias empresas, porque temos um mercado específico para os segmentos das novas empresas",concluiu Salimo Valá.

A BVM existe há 20 anos, tem oito empresas cotadas e no primeiro trimestre deste ano transacionou o equivalente a 9,8 milhões de euros, atingindo no final do período uma capitalização bolsista total acumulada de 1,263 milhões de euros (cerca de 9% do Produto Interno Bruto de Moçambique).

A operação de venda de ações da HCB vai ser liderada por um consórcio constituído pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Banco BIG.

A HCB tem vendas fixas contratadas de 1.100 megawatt (MW) por ano à elétrica sul-africana Eskom, 300 à Eletricidade de Moçambique (EDM) e 50 à companhia elétrica estatal da Zâmbia (Zeza).

O Estado detém 85% das ações da HCB, 7,5% pertencem à redes Energéticas Nacionais (REN), empresa de transporte de energia de Portugal e outros 7,5% são ações próprias.

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