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Dinheiro da Câmara de Braga não chegou a todos na Soares da Costa

Os 1,6 milhões de euros em dívida que a Câmara de Braga pagou na semana passada à Soares da Costa não chegaram a todos os trabalhadores com salários em atraso, revelou Arménio Carlos.

Dinheiro da Câmara de Braga não chegou a todos na Soares da Costa

O secretário-geral da CGTP esteve hoje em Vila Nova de Gaia, num plenário com trabalhadores, tendo pedido uma reunião na DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) para saber "se esse dinheiro foi todo para os salários", já que acham "que não", referiu.

Em causa está um pagamento relativo ao processo do estádio de Braga.

O líder sindical, em conjunto com o sindicato e a comissão de trabalhadores, pretende reunir-se com um representante da administração face à informação de que só uma parte dos colaboradores recebeu esta verba, que estava alocada ao pagamento das remunerações quer dos trabalhadores ainda no ativo, quer daqueles que suspenderam o contrato de trabalho, por falta de pagamento.

Arménio Carlos anunciou ainda que os representantes dos trabalhadores iriam aproveitar a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a Angola, em março, para pedir a sua intervenção na recuperação da dívida elevada que aquele país tem para com a Soares da Costa.

Estes créditos, "que não são tão elevados como se pensava", explicou, devem ser, no âmbito da visita, "identificados e do levantamento que for feito" querem que "possam ser incluídos no pagamento que o Governo de Angola vai fazer às empresas que têm direito a receber", garantiu o líder da CGTP.

Arménio Carlos pediu ainda ao Governo português que pague a dívida que tem relativa aos trabalhos que avançaram por causa do TGV, que acabou por ser cancelado, mas que, até lá, já tinha alocado recursos da Soares da Costa.

Em causa estão perto de quatro milhões de euros. "Estamos a falar de uma quantia muito significativa e se esse dinheiro for disponibilizado ajuda também a pagar os créditos aos trabalhadores", avançou.

Quanto à situação do Processo Especial de Revitalização (PER) da empresa, aprovado em meados deste ano, mas que ainda não registou grandes avanços, Arménio Carlos recordou que a administração se comprometeu a encontrar uma solução de financiamento, de 15 milhões de euros, que deveria ser encontrada junto de uma entidade bancária angolana, o que ainda não aconteceu.

Questionado pela Lusa quanto à hipótese de pedir a insolvência da construtora, o secretário-geral da CGTP referiu que a prioridade "não é anunciar a falência da empresa e sim que os créditos sejam pagos a quem trabalhar".

"Mais à frente se o PER andar ou não para a frente vamos ver o que fazemos", referiu ainda.

Em causa estão perto de 800 trabalhadores que estão, em alguns casos, há mais de dois anos sem receber. "Temos aqui pessoas que há mais de dois anos não recebem salário e foram obrigados a ir para o fundo de desemprego que está a acabar", alertou Arménio Carlos, pedindo eventuais pré-reformas ou outras soluções "que garantam uma vida digna".

Os líderes sindicais querem também uma maior intervenção da Segurança Social, nos casos mais complicados e vão avançar com outro plenário em breve para dar conta da evolução dos acontecimentos.

Os créditos aos trabalhadores estão avaliados em 10 milhões de euros.

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