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TAP está a recrutar 44 pilotos por mês

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, adiantou hoje que a empresa está a recrutar 44 pilotos por mês no âmbito do programa de recrutamento, iniciado em julho, pelo que até ao início de 2019 deverá conseguir recrutar mais 150/200.

TAP está a recrutar 44 pilotos por mês
Notícias ao Minuto

14:56 - 12/10/18 por Lusa

Economia Presidente executivo

Falando aos jornalistas à margem do lançamento das novas ementas de classe económica médio curso da TAP Air Portugal, em Lisboa, Antonoaldo Neves manifestou-se confiante em relação ao concurso de recrutamento iniciado pela empresa para contratar mais 300 pilotos até ao final deste ano, para responder ao aumento das rotas e aquisição de 71 novos aviões até 2025.

"A TAP está a recrutar 44 pilotos por mês e, pela primeira vez, recrutando no exterior, em Espanha na semana passada, em Inglaterra esta semana e na semana que vem vamos estar no Brasil", disse o responsável, admitindo que se trata de um processo "que não tem sido fácil" e para o qual têm "que trabalhar muito".

Segundo o gestor, nestes primeiros três meses do programa já conseguiram recrutar 150 pilotos (22 a cada 15 dias) e, por isso, nos próximos "três/quatro meses" serão contratados mais "150/200 pilotos".

"E vamos continuar. É um processo que não para, porque a TAP vai continuar a crescer em torno de 10% ao ano", disse.

Sobre a suspensão recente de rotas em Espanha, Antonoaldo Neves diz que a TAP preferiu "dar um passo para trás para dar dois a frente".

"Em vez de estar a operar numa situação difícil (...), preferimos suspender os voos e dar tempo ao nosso parceiro [a White] para fazer a reposição de pilotos da forma que é necessária", disse.

Segundo o gestor, o processo de avaliação de rentabilidade de rotas é feito mensalmente, não estando neste momento previstas novas suspensões.

"Estamos no processo de fazer o orçamento para 2019 e é quando este terminar que vamos concluir todo o programa para o ano que vem", disse.

Questionado sobre as relações laborais na TAP, Antonoaldo Neves destacou que em fevereiro foi conseguida "com um trabalho muito grande" a construção da paz social "por cinco anos", o que o deixa "muito satisfeito".

"Temos um ambiente de contratos e acordos de empresa que nos permite não cancelar mais voos. A TAP não cancelou praticamente nenhum voo em julho, agosto, em setembro. Voltamos a ter um nível de cancelamento igual ou menos de 1% de cancelamento", disse.

Sobre o aumento dos combustíveis e a forma como as novas subidas podem ter impacto na operação da companhia aérea, o presidente da TAP referiu que "as companhias aéreas têm que ter capacidade para absorver esses choques".

A propósito, o responsável lembrou que a companhia aérea tem um programa enorme de eficiência de combustível: "os novos aviões D320 (médio curso) consomem menos 20%".

"A melhor forma de enfrentar um novo aumento de combustível é trazendo aeronaves mais novas. A TAP fica mais forte e competitiva e dá passos firmes em relação ao crescimento sustentável", disse.

De acordo com os dados divulgados pela empresa no mês passado, a TAP registou um prejuízo de 90 milhões de euros no primeiro semestre, que compara com 54 milhões negativos do período homólogo, o que é atribuído em parte ao aumento do preço dos combustíveis.

"O primeiro semestre da companhia foi desafiador em função do forte aumento do preço dos combustíveis (mais 36%), pela volatilidade nas moedas dos principais mercados da TAP e por irregularidades operacionais. Gastos não-recorrentes totalizaram 40 milhões de euros e tal impacto negativo contribuiu para um resultado operacional de 47 milhões de euros negativos (face a um resultado operacional de 43 milhões de euros negativos em igual período do ano anterior)", referiu a TAP, em comunicado.

Sem estes itens não-recorrentes, "o resultado operacional teria sido 7 milhões de euros negativos (face a um resultado operacional recorrente de 59 milhões de euros negativos no primeiro semestre do ano anterior) e o prejuízo líquido teria sido 58 milhões de euros (face a prejuízo líquido de 67 milhões de euros em igual período de 2017) ", esclareceu.

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