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"Falta de oferta" fez abrandar compra e venda de casas em junho

A venda e procura de casas em Portugal desacelerou em junho, sendo a "falta de oferta" uma das razões para o abrandamento no mercado residencial, divulgou hoje o Portuguese Housing Market Survey (PHMS).

"Falta de oferta" fez abrandar compra e venda de casas em junho
Notícias ao Minuto

14:04 - 13/08/18 por Lusa

Economia inquérito

Em comunicado, o PHMS adianta que "o inquérito mensal realizado pelo RICS e pela Confidencial Imobiliário (Ci) evidencia ainda que a falta de oferta é uma das razões para esta desaceleração da atividade, ao limitar as escolhas dos potenciais compradores, mas também que tal desempenho acompanha a moderação das expectativas relativas à atividade que se têm sentindo nos últimos meses".

De acordo com Ricardo Guimarães, diretor da Ci, "esta não é a primeira vez que a atividade no mercado imobiliário regista um declínio no período de verão, designadamente no que respeita à procura por compradores potenciais".

O mesmo aconteceu este ano e nos anteriores, "mesmo no Algarve, apesar desta ser a época alta do turismo", acrescenta Ricardo Guimarães.

Apesar dos números de junho apontarem "para um mês mais calmo da atividade em algumas regiões do país, tal acontece na sequência de um percurso de crescimento sólido".

Os indicadores económicos mantêm-se "robustos e a confiança dos consumidores continua forte, as perspetivas para o mercado residencial permanecem sólidas no curto prazo, mesmo que o crescimento na atividade possa arrefecer em algum momento", acrescentou Simon Rubinsohn, economista-chefe do RICS, citado em comunicado.

"Não obstante, o sentimento dos operadores de mercado quanto à atividade transacional tem vindo a arrefecer claramente nos últimos meses, apresentando o resultado mais modesto desde outubro de 2013, ainda que as expectativas relativas às vendas se mantenham positivas para todas a regiões no curto prazo", adianta o PHMS.

"Alguns agentes inquiridos notam haver agora um novo clima entre os investidores, que estarão mais cautelosos quer devido ao atual nível de preços, como em resultado das alterações legais que têm estado em perspetiva nos meses mais recentes", afirmou o diretor da Ci.

O PHMS de junho "mostra que a procura de casas no país continuou a crescer, mas ao ritmo mais baixo desde dezembro do ano passado, e que apesar de apresentar uma tendência de crescimento acentuado no Porto, se manteve praticamente inalterada no Algarve e em Lisboa. Também as vendas mostram alguma assimetria regional, com o Porto novamente a registar um crescimento firme nas transações, enquanto em Lisboa as vendas reportadas cresceram apenas marginalmente e no Algarve houve mesmo um ligeiro recuo em termos mensais", aponta.

A oferta recuou em junho, pelo 15.º mês consecutivo em que a entrada de novas casas para venda no mercado nacional apresenta um decréscimo.

Neste cenário, os preços continuaram a subir em todas as regiões, com os inquiridos a anteciparem um novo crescimento nos diversos prazos.

"Na comparação regional, os preços no Porto são vistos como aqueles que poderão registar os maiores ganhos num horizonte de 12 meses e, em média, ao longo dos próximos cinco anos", acrescenta.

Relativamente ao arrendamento, "o PHMS de junho mostra que a procura continua firme, pressionando a subida das rendas, particularmente num contexto de escassez de colocação de novas ofertas por parte dos proprietários".

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