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Rotação no ataque retirou 'poder de fogo' ao dragão

Falta de golos dos avançados do FC Porto tem sido notória esta época.

Rotação no ataque retirou 'poder de fogo' ao dragão

Nos últimos encontros oficiais, o FC Porto tem demonstrado dificuldades em criar ocasiões junto das balizas adversárias, uma tendência que se tem vindo a agravar com o decorrer da temporada e que tem conhecido poucas exceções.

Analisando o rendimento dos pontas de lança à disposição do treinador Sérgio Conceição, conclui-se que a origem do problema pode estar na falta de acerto e de participação dos 'homens-golo' do plantel azul e branco na hora de atirar à baliza.

Em 2018/19, Conceição apostava regularmente na dupla Moussa Marega-Tiquinho Soares, que se revelou bastante prolífera: o maliano apontou 21 golos e o brasileiro 22, o que se traduziu num total de 43 golos só entre os dois avançados.

A realidade na presente temporada, contudo, é bastante distinta e a qualidade do futebol dos dragões tem-se ressentido da pouca inspiração dos seus pontas de lança.

Muita rotação, poucos golos

Esta época, Conceição, umas vezes forçado pelos problemas físicos do plantel, outras vezes por mera opção, tem promovido uma maior rotatividade na equipa titular do FC Porto, dando oportunidades a Fábio Silva e muitos minutos de jogo ao reforço Zé Luís.

A falta de estabilidade no ataque azul e branco, porém, está a sair cara ao emblema da Invicta, o que se comprova pelos números dos pontas de lança do FC Porto em 2019/20: Marega ainda só marcou quatro golos e realizou 13 jogos, contra os sete golos que, com 16 jogos, tinha o ano passado à 11.ª jornada.

Um número semelhante ao registado por Soares, que este ano já soma quatro golos, tendo participado em 16 encontros - o ano passado tinha disputado 10 jogos em todas as competições e somava cinco golos.

Fábio Silva regista dois golos (10 jogos) e Zé Luís apresenta o rendimento mais animador, com sete golos em 16 partidas.

Falta de remates preocupa

Na origem da falta de golos dos avançados do FC Porto aparenta estar o fraco caudal ofensivo da equipa azul e branca. A bola tem chegado com menos frequência aos homens da frente e isso traduz-se em menos remates. Se não, vejamos: esta época, no campeonato, Marega tem uma média de 2.8 remates por jogo, enquanto Zé Luís fica-se pelos 2.4 e Soares pelos 1.8. Fábio Silva, o que tem menos minutos em campo na I Liga, tem apenas 1.2 remates por encontro em jogos do campeonato.

Uma equipa como a do FC Porto, que assume a iniciativa ofensiva em praticamente todas as partidas que disputa, sobretudo a nível nacional, depende muito do rendimento dos seus avançados. Conceição sabe disso, e cabe-lhe agora conseguir potenciar novamente os pontas de lança do plantel que tem à disposição. 

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