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Governo destaca um dos "mais singulares" nomes da pintura portuguesa

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamentou a morte do pintor Manuel Amado, que ocorreu hoje, em Lisboa, aos 81 anos, considerando-o "um dos mais singulares e coerentes da pintura portuguesa", numa mensagem de pesar, enviada às redações.

Governo destaca um dos "mais singulares" nomes da pintura portuguesa
Notícias ao Minuto

20:56 - 14/10/19 por Lusa

Cultura Manuel Amado

"<span class="nanospell-typo">Arquiteto de formação, cujo percurso é dos mais singulares e coerentes da pintura portuguesa", a obra de Manuel Amado (1938-2019) está hoje "representada em quase todas as grandes coleções nacionais de pintura".

"O seu olhar sobre o país e a passagem do tempo, rigoroso na representação da luz e das sombras, formou um modo de ver Portugal e, muito em particular, a cidade de Lisboa onde nasceu, erguida a partir de uma memória ao mesmo tempo real e profundamente afetiva", escreve Graça Fonseca, na mensagem divulgada.

"Com uma ligação pessoal e familiar às artes cénicas, foi graças à sua obra pictórica, vasta e imediatamente reconhecível, que se afirmou como um dos pintores mais emblemáticos da arte contemporânea portuguesa, com um trajeto sempre diverso e diferente das correntes dominantes", acrescenta o comunicado da ministra da Cultura.

Graça Fonseca recorda Manuel Amado como filho do autor, encenador e ator Fernando Amado, fundador da Casa da Comédia e do Teatro Ginásio, para lembrar a ligação do artista ao teatro: "Ator nos seus anos de estudante, [quando] colaborou com António Manuel Couto Viana, Manuel Amado foi também um pintor do tempo e dos ritmos próprios das artes cénicas", conclui Graça Fonseca.

O pintor Manuel Amado morreu hoje, em Lisboa, aos 81 anos, vítima de cancro, disse à Lusa fonte da família.

Nascido em 1938, formou-se em Arquitetura, em 1965, mas foi a pintura que o moveu desde muito cedo, e à qual se dedicou em exclusivo desde 1987.

Autor de "Quarto Interior", que faz parte da Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e do tríptico da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, participou pela primeira vez numa exposição coletiva em 1975, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Expôs individualmente a partir de 1978, em locais como a Galeria São Mamede, em Lisboa, e a Cooperativa Árvore, no Porto.

Desde então, expôs com regularidade em Portugal e no estrangeiro, destacando-se a presença no Smithsonian, em Washington, na ARCO Madrid, na Fundação Telefónica, em Madrid, que acolheu a sua primeira retrospetiva, em 1974, e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, em 2001.

A sua obra está representada em coleções públicas e privadas de instituições como Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação das Descobertas/Centro Cultural de Belém, Fundação Millennium BCP, Fundação Oriente, Fundação EDP, Fundação Portugal Telecom, Fundação Cupertino de Miranda, Fundação Berardo, Casa Museu Fernando Pessoa e, no estrangeiro, na Fundação Jacqueline Vodoz e Bruno Danese (Itália), e na Fundação António Perez Museu de Arte Contemporânea (Espanha).

Em maio de 2016, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, acolheu a sua exposição "O Verão era assim como uma casa de morar onde todas as coisas estão...", uma retrospetiva que remontava a obras dos anos de 1970, com curadoria da própria pintora Paula Rego e da coordenadora da instituição, Catarina Alfaro.

Os quadros de Manuel Amado "possuem todos uma simplicidade ameaçadora", disse então Paula Rego sobre a obra do pintor, como recorda a Casa das Histórias, na página dedicada ao artista. "É como se ele pintasse para erradicar um fantasma, algo que nunca conseguirá fazer".

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