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Diretor do SESC critica Bolsonaro por não assinar Prémio Camões

O diretor do Serviço Social do Comércio, no Brasil, Danilo Miranda, considerou hoje um absurdo e uma falta de sentido de Estado a eventual recusa de Bolsonaro em assinar o diploma do Prémio Camões, atribuído a Chico Buarque.

Diretor do SESC critica Bolsonaro por não assinar Prémio Camões
Notícias ao Minuto

22:00 - 10/10/19 por Lusa

Cultura Prémio Camões

um absurdo total", afirmou Danilo Miranda, referindo-se à posição do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, dando a entender que não assinará o diploma do Prémio Camões, concedido ao compositor e escritor Chico Buarque.

Questionado pela agência Lusa, Danilo Miranda, que há mais de três décadas preside ao Serviço Social do Comércio do Estado de S. Paulo (SESC), no Brasil, criticou Jair Bolsonaro por não reconhecer "Chico Buarque como um dos maiores artistas brasileiros na música e na literatura", considerando "um absurdo o Presidente não ter essa visão de estadista".

Na quarta-feira, o Presidente brasileiro deu a entender que não assinará o diploma do Prémio Camões concedido ao compositor e escritor Chico Buarque, afirmando aos jornalistas que o faria "até 31 de dezembro de 2026", data que remete para o final de um segundo mandato presidencial, caso fosse reeleito em 2022.

Em resposta, Chico Buarque afirmou que uma eventual não assinatura de Bolsonaro do diploma seria para si "um segundo Prémio Camões".

Danilo Miranda protagonizou hoje, no Folio -- Festival Literário Internacional de Óbidos, uma conversa com o seu conterrâneo Afonso Borges´, escritor, jornalista e gestor cultural, um 'papo' em 'português-brasileiro', sobre o SESC, uma estrutura que "só existe no Brasil".

Criado na década de 1940, após a II Guerra Mundial, o Serviço Social do Comércio é uma entidade privada, financiada pelo comércio, que tem como objetivo proporcionar bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores daquele setor.

A sua base concetual é a 'Carta da Paz Social' e, a sua ação, é fruto de um projeto cultural e educativo que trouxe, "desde a criação pelo empresariado do comércio e serviços em 1946, a marca da inovação e da transformação social", segundo a apresentação do projeto.

Os SESC estão espalhados por vários estados do Brasil, tendo o de São Paulo sido apresentado hoje por Afonso Borges, numa das primeiras conversas do Folio, como "um modelo de gestão cultural invejável no mundo".

Tudo porque, como explicou, por seu lado, o diretor, Danilo Miranda, conta com uma rede de 43 unidades operacionais, com atividades ligadas à cultura, ao desporto, à saúde, à alimentação, ao desenvolvimento infantojuvenil, à terceira idade e ao turismo social, entre outras áreas.

As empresas de comércio financiam o SESC com "1,5% do valor do ordenado dos seus trabalhadores", lembrou Danilo Miranda, vincando que essa "estabilidade financeira" permite àquelas estruturas desenvolver ações que contribuem para reduzir as desigualdades sociais em que o Brasil "é campeão do mundo".

O Folio -- Festival Literário Internacional de Óbidos abriu hoje na vila para 11 dias com mais de 210 iniciativas em 450 horas de programação, em torno da literatura.

Sob o tema 'O Tempo e o Medo' mais de meio milhar de convidados de quatro continentes participam em 16 mesas de escritores, 12 exposições e 13 concertos que integram a programação.

Organizado em cinco capítulos (Autores, Folia, Educa, Ilustra e Folio Mais) o festival teve a sua primeira edição em 2015, num investimento de meio milhão de euros, comparticipados por fundos comunitários, sendo desde então custeado pela autarquia e por parceiros institucionais.

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