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Lula? "Juridicamente não vejo como é que ele possa não ter razão"

Na opinião de Miguel Sousa Tavares, Lula da Silva “tinha conhecimento" do que se passava nas altas esferas brasileiras, jogadas que foram expostas pela operação Lava Jato. Ainda assim, garante, "“ninguém pode ser preso antes de trânsito em julgado".

Lula? "Juridicamente não vejo como é que ele possa não ter razão"
Notícias ao Minuto

22:54 - 09/04/18 por Tiago Miguel Simões 

Política Brasil

No seu habitual espaço de comentário na antena da SIC Notícias, Miguel Sousa Tavares analisou o caso que está a chocar o Brasil e o mundo, a prisão do antigo presidente brasileiro, Lula da Silva.

Para o comentador “não há qualquer dúvida que o Partido dos Trabalhadores de Lula esteve envolvido antes no Mensalão e depois na Lava Jato” e que o partido já “governou o Brasil anos demais”.

“Eu acho que o PT está morto politicamente e se não está devia percebê-lo. Ainda tem uma grande margem eleitoral, Lula ainda é o principal candidato à presidência do Brasil”, explicou, ressalvando que “para o bem-estar do Brasil e para evitar uma guerra civil, Lula devia sacrificar-se e desistir de qualquer candidatura à presidência”.

Sousa Tavares é peremptório e afirma mesmo que “este braço de ferro que ele continua a fazer com a justiça brasileira não faz sentido” até porque na sua opinião “é evidente que ele tinha conhecimento, não se sabe até que ponto mas ele tinha conhecimento”, garantiu.

Ainda assim, juridicamente falando, o comentador deixou várias críticas à justiça brasileira. Tudo porque para ele a justiça “entrou no campo da política”. Afinal, é ou não o antigo soberano brasileiro dono do apartamento triplex que o levou à cadeia?

“Não há um só documento, um só cheque, uma só gravação telefónica que envolva Lula da Silva nessa propriedade. O apartamento continua em nome da empresa vendedora, a OAS. Lula não dormiu lá uma única noite. Nada liga Lula da Silva aquilo”, explicou, continuando “Há a história da segunda instância dar ou não prisão. Eu acho que o Lula não foi condenado em segunda instância, foi condenado em primeira instância. O julgamento em primeira instância, para mim, não é um julgamento num estado de direito. O Sérgio Moro, o mesmo juiz que fez a investigação, que fez a instrução e que deduziu a acusação foi o mesmo juiz e o único que o condenou em primeira instância”, disse, rematando: “Isto não é admissível”.

Em jeito de conclusão, Miguel Sousa Tavares deixa uma crítica direta aos juízes do Supremo Tribunal Federal que ditaram a prisão de Lula, uma vez que “julgaram contra letra expressa da constituição”

“Ninguém pode ser preso antes de trânsito em julgado. Se ele vai ser solto ou não eu não sei. Juridicamente não vejo como é que ele possa não ter razão. Eu só espero é que ele não queira voltar à política”, concluiu.

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