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"Sei muito bem onde estão os adversários e os aliados e amigos"

A líder do CDS acredita que chegar a primeira-ministra não é uma missão impossível.

"Sei muito bem onde estão os adversários e os aliados e amigos"
Notícias ao Minuto

08:45 - 14/03/18 por Inês André de Figueiredo 

Política Assunção Cristas

No dia em que fez dois anos à frente do CDS e após o congresso em Lamego, Assunção Cristas cedeu uma entrevista à SIC Notícias em que falou sobre o partido, sobre o objetivo de tirar as Esquerdas do Governo e ainda sobre a relação com Rui Rio, um tema muitas vezes evitado pela centrista.

Questionada sobre as sondagens em que o CDS aparece com menos de 10%, Cristas dá o exemplo de Lisboa, alegando que “o CDS vive há muitos anos com sondagens que não correspondem à realidade”, o que a leva a “desconfiar das sondagens”.

Com a questão do voto útil constantemente em cima da mesa, a líder do CDS reafirma: “sempre disse que temos de ter 116 deputados para retirar o Governo de António Costa e das esquerdas encostadas” e que para isso o CDS quer “contribuir o mais possível” para esse resultado.

E o objetivo de chegar a primeira-ministra, como foi dito no congresso, não é uma ambição desmedida? “Acho que não é um delírio, acho que o CDS tem estado a trabalhar muito, não só eu, é todo o partido”, assegura, frisando que é necessário dizer que o CDS é “uma alternativa clara, inequívoca, com uma estratégia cristalina para ter uma alternativa ao Governo das esquerdas”.

Acusada por Louçã de estar a vender uma fábula, Cristas defende-se dizendo que não está “a vender coisíssima nenhuma”, apenas “um objetivo de grande trabalho e dedicação, com humildade e realismo, sabendo de onde partimos, mas sabendo que quem não sonha não alcança e quem não trabalha para atingir o sonho nunca chegará a lado nenhum”.

Acho que é legítimo dizer a toda a gente que é possível chegarmos mais longe. Estou convencida de que nós sozinhos somos capazes de chegar a mais pessoas e ter um discurso diferenciador que seja capaz de chegar a mais eleitorado”, garante a centrista, referindo diversas vezes que na hora de ir às urnas os resultados de PSD e CDS são melhores quando vão separados.

Por outro lado, e questionada sobre o facto de se estar a afastar do PSD de Rui Rio, Cristas é perentória: “Sei muito bem onde estão os adversários e sei muito bem onde estão os aliados e os amigos”.

“A nossa estratégia é ser uma alternativa ao Governo das esquerdas encostadas e temos de trabalhar para que possa haver uma maioria no centro-direita em Portugal e a forma mais fácil de atingir os 116 deputados é contribuir com mais”, não “contribuir com menos”. “Se puder ser a primeira escolha, e o CDS nunca foi a primeira escolha, com certeza que quero ser a primeira escolha, é uma ambição de servir todos”, completa.

“O CDS é um partido, jovem, renovado, com muita energia positiva e contribuímos mais como uma alternativa ao Governo das esquerdas encostadas precisamente mostrando isso. Eu quero que o PSD esteja forte, o que posso dizer é que naquilo que me compete trabalho para que o CDS esteja muito forte e com uma proposta mobilizadora”, conclui a líder centrista.

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