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Tancos: Relatório da Comissão de Inquérito aprovado. Direita votou contra

O relatório da Comissão de Inquérito sobre o furto de Tancos foi aprovado esta quarta-feira com votos contra do PSD e do CDS, que acusam o PS de querer "branquear" responsabilidades políticas.

Tancos: Relatório da Comissão de Inquérito aprovado. Direita votou contra

Sem surpresas, o relatório final da Comissão de Inquérito ao furto do material de guerra em Tancos foi aprovado esta quarta-feira com os votos a favor do PS, do Bloco de Esquerda e do PCP. PSD e CDS-PP votaram contra. 

O PSD e o CDS-PP justificaram o voto contra o relatório final da comissão de inquérito ao furto de Tancos alegando que o PS, PCP e BE quiseram afastar e branquear responsabilidades políticas do atual Governo.

Este argumento foi rejeitado quer pelo PCP quer pelo PS, que acusou o CDS-PP de ter partido para a comissão de inquérito com as conclusões "já formuladas" para "fazer do caso de Tancos um caso político" e frisou que das 46 audições realizadas resultou que não houve qualquer ilegalidade do poder político ou interferência.

A versão final deste relatório, apresentado esta terça-feira no Parlamento, sustenta que "não ficou provado" que tenha havido interferência política na ação do Exército ou na atividade da Polícia Judiciária Militar.

As conclusões excluem ainda qualquer responsabilização direta do ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes e do primeiro-ministro, António Costa. 

O relator do PS fez uma alteração, para a versão final, na qual admite que Azeredo Lopes "secundarizou" o conhecimento que teve de "alguns elementos" do memorando da PJM sobre a recuperação do material furtado.

Nas recomendações, o relatório sugere que "deve ser ponderada a nomeação, como diretor da PJM, de cidadão civil ou militar, com reconhecida formação e experiência na área da investigação criminal", mantendo-se a "nomeação livre do primeiro-ministro e do ministro da Defesa Nacional e por um período de cinco anos só renováveis uma vez".

A Comissão parlamentar de Inquérito sobre as consequências e responsabilidades políticas no furto de material militar em Tancos está a trabalhar desde novembro de 2018, estando agendada a votação do relatório para o dia 3 de julho, no plenário da Assembleia da República, último ato do inquérito ao caso que fez cair o chefe do Estado-Maior do Exército Rovisco Duarte e o ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes.

O furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017. Quatro meses depois, a PJM revelou o aparecimento do material furtado, na região da Chamusca, a 20 quilómetros de Tancos, em colaboração com elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

O processo de recuperação do material militar levou a uma investigação judicial em que foram detidos vários responsáveis, entre eles o agora ex-diretor da PJM Luís Vieira.

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