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Cristina Rodrigues, do PAN, investigada por alegada ligação ao IRA

Polícia Judiciária e Ministério Público investigam elementos de um grupo, o IRA, que atuam encapuzados, à margem da lei, supostamente em nome da causa animal.

Cristina Rodrigues, do PAN, investigada por alegada ligação ao IRA
Notícias ao Minuto

23:53 - 15/11/18 por Noticias ao Minuto 

Política Reportagem

A Polícia Judiciária (PJ) estará a investigar uma suposta ligação de Cristina Rodrigues, membro da comissão política do PAN, ao grupo IRA (Intervenção e Resgate Animal), grupo que atua à margem da lei, invadindo propriedades privadas e exercendo violência e, por isso, sempre de cara tapada, revelou a TVI.

Na reportagem, emitida esta quinta-feira, a estação televisiva refere que o grupo IRA exerce terror e que os seus elementos andam, inclusive, armados, em nome da defesa do bem-estar animal. Três dos membros fundadores do IRA, diz a estação, estão a ser investigados pela Unidade de Contraterrorismo da PJ e também pelo MP.

A investigação recai também sobre Cristina Rodrigues, membro da comissão política do PAN e também responsável pelo departamento jurídico do partido.

Na queixa que está a ser investigada pelo MP, Cristina Rodrigues é apontada como sendo uma das encapuzadas, que surge num vídeo a afirmar: “Era excelente que as entidades competentes dessem o exemplo. Só no caso de isto tudo falhar é que o IRA entra (…) Sou responsável pelo departamento jurídico do IRA”.

Questionada pelo jornalista, Cristina Rodrigues escusa-se a fazer comentários, afirmando que, enquanto advogada está sujeita a sigilo profissional e que, por isso, não poderá revelar nada, nem fazer “qualquer referência a esse assunto”. Logo de seguida, admite:  "Ajudo pro bono algumas associações, sendo esta associação uma delas. As queixas são feitas em nome do IRA ou com procuração. Ou seja, são em nome do IRA com uma procuração assinada em meu nome".

Cristina Rodrigues, que foi também candidata do PAN à Câmara Municipal de Sintra, tratou do processo que permitiu ao IRA ser recebido por aquele partido na Assembleia da República. 

André Silva, o deputado único do PAN, afirma “não ter conhecimento” da situação do vídeo e acentua que o “PAN não tem qualquer relação com essa associação”. Admite que se as suspeitas que recaem sobre Cristina Rodrigues, a serem comprovadas, seria algo “condenável”. “Teríamos que tomar qualquer posição política sobre essa matéria”.

Na reportagem, é relatado o caso de uma vítima do IRA a quem foi raptada uma égua por supostamente estar a ser maltratada. Mais tarde, a égua foi encontrada pelos donos e recuperada novamente. Mas o que se seguiu, descreve, foram “dias de terror”. Primeiro, uma perseguição armada e, depois de apresentada queixa nas autoridades, novas ameaças, com uma ida até casa desta vítima. 

Um dos elementos mais ativos do grupo, refere-se na reportagem, será o fundador do IRA, que é segurança, pertence à Juve Leo e ao grupo de extrema direita 1143, além de ter tentado entrar para a PSP. À TVI, este elemento conta que o grupo é "versátil", ou seja, têm profissões dos mais variados campos da sociedade.  

Instantes antes da emissão da reportagem, o grupo IRA fez uma publicação sobre a mesma.

Mais tarde, após a emissão, o grupo reagiu, defendendo-se das acusações feitas na reportagem que apelida de "ataque ao PAN". O IRA defende, nomeadamente, que "todos os elementos desta equipa gozam de liberdade e não se constituem arguidos em rigorosamente nada". 

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